quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mestres bonequeiros premiados ganham 

destaque  em  livreto

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança livreto em homenagem 
aos mestres bonequeiros vencedores do Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – 
Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro.
Lançando em 2015, o edital contemplou 37 bonequeiros, sendo oito prêmios in memoriam
totalizando 45 premiados de 10 estados brasileiros. Além de imagens, apresentação e 
breve relato dos mestres bonequeiros, o livreto traz mapa e lista dos premiados por estado. 
A pedido dos próprios bonequeiros, o edital priorizou a premiação de mestres idosos. 
Assim, dentre os critérios de participação, os candidatos deveriam ter acima de 
55 anos de idade  e no mínimo 20 anos de brincadeira. Como resultado, 
78% dos premiados têm 60 anos ou mais. 
A Salvaguarda do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste
Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e 
Cassimiro Coco foi uma ação de salvaguarda oriunda de deliberações realizadas entre o 
Iphan e os próprios bonequeiros no contexto da formulação de um plano de salvaguarda 
para o
 Bem Registrado. 
Além dessa premiação outras ações de salvaguarda têm sido elaboradas e 
desenvolvidas em cada um dos quatro estados onde foi identificada a 
ocorrência da expressão cultural (Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco). 
Para realização dessas atividades as superintendências estaduais do instituto têm articulado
 o diálogo direto com os bonequeiros e apoiado a conformação de parcerias locais com 
órgãos governamentais e instituições privadas, muitas das quais já desenvolviam ações 
de valorização ao Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, e, sobretudo, 
apoiado associações dos próprios bonequeiros, resultando na configuração de uma 
ampla rede de cooperação atuante na promoção do bem cultural registrado.
O maior desafio nesse processo de salvaguarda tem sido o de manter uma 
gestão participativa e inclusiva assegurando aos mestres bonequeiros o direito de
participar ativamente nos processos  estatais de tomada de decisão. 
Assim o Iphan, em articulação com os parceiros locais, tem buscado atuar em 
consonância os objetivos da Convenção da Salvaguarda de 2003 da UNESCO e do Programa 
Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), promovendo uma gestão patrimonial que 
prima pela ampliação permanente do grau de 
participação dos detentores dos bens culturais na condução da política pública.
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Assessoria de Comunicação Iphan

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