quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Crônica sobre o teatro Dada e homenagem à bonequeira tão querida...
 

ADAIR CHEVONIKA E OUTROS

(José Ribamar Bessa Freire)
 
Era uma vez uma professora normalista chamada Dada, que gostava de histórias, crianças, flores, bonecos. Juntou tudo isso e criou em Curitiba, com várias amigas, o Jardim de Infância Pequeno Príncipe dirigido pela pedagoga baiana Dilma Pereira. Como uma 'nuvenzinha apaixonada', Dadá soprou no coração dos bonecos e deu-lhes alma, movimento, vida. Com eles, contava histórias às crianças e aos adultos a quem ensinou a ler usando a palavra-ação do método Paulo Freire. Com eles, obtinha as "palavras geradoras". Faz mais de 50 anos que isso aconteceu.
Foi assim. Adair Therezinha Chevonika - a Dada - nascida em Rio Branco do Sul (PR), em 1939, era filha de Elena e Miguel, um agricultor pobre de origem ucraniana. Cursou a Escola Normal e foi dar aula para crianças. Tinha 22 anos quando conheceu Euclides Coelho de Souza, militante do Partido Comunista no Paraná. Casaram, tiveram dois filhos e mais de 500 bonecos, personagens de 120 peças do Teatro de Bonecos Dada (TBD). Viveram tão juntos, que cada um dos dois ficou conhecido como Dada. Ninguém sabia mais onde começava um e onde terminava o outro.
 
 

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