quinta-feira, 31 de março de 2011

LA HOJA DEL TITIRITERO
Boletim eletrônico da Comissão para América Latina de UNIMA
Ano 8, n°22 - Março de 2011
Novo email:
comision.unima@gmail.com

La Hoja del Titiritero - " A Folha do Bonequeiro", boletim eletrônico e meio de comunicação da Comissão para América Latina de UNIMA, tem como proposta informar e colocar em contato os bonequeiros das línguas espanhola e portuguesa , mantendo os laços de união através da Arte do Teatro de Bonecos.
Também queremos chegar a todos os titeriteiros do mundo com o interessante conteúdo das matérias, reportagens e noticias, que são publicadas na sua língua de origem.
La Hoja del Titiritero - " A Folha do Bonequeiro" com novas páginas e com novo visual, pretende contribuir em esta RED de ação titeriteira, como proposta de integração no continente.
Em esta edição:
Personagem Inolvidável: Lourdes Aguileira ; Reportagem: Na patria de " Pelusín del Monte" ; Bolsas : UNIMA Espanha oferece 3 Bolsas de estudo para bonequeiros de América Latina ; Dossier: Teatro Lambe- lambe é Cultura Viva !; Patrimônio: Karagoz, o teatro de sombras da Turquia ; Festivais com inscrições abertas e Noticias do Brasil e do mundo.

Agradecemos o trabalho voluntário de todas as pessoas que contribuíram com a realização de esta Utopia: colaboradores de noticias, redatores de textos e a nosso web master, Fabrice Guilliot.
Os convidamos a ler La Hoja del Titiritero n° 22 no NOVO SITE:
Envie noticias, envie sua opinião.
Queremos saber o que você pensa para melhorar nosso trabalho, na próxima edição.
Susanita Freire
Membro do Comitê Executivo de UNIMA
Presidente CAL - UNIMA

Bolsas de Estudo na Espanha

- Escuela de Verano de UNIMA 2011-

del 27 de Junio al 4 de Julio

ABTB/ Centro Unima Brasil e associados:

La Unima Federación España www.unima.es , con la colaboración de la UNIMA Euskal Herria y el TOPic de Tolosa, www.topictolosa.com están ofreciendo 03 Becas para Profesionales titiriteros latinoamericanos, con derecho a matrícula, hospedaje y alimentación para realizar los Cursos de la Escuela de Verano de UNIMA 2011, en el TOPIc de Tolosa, España, del 27 de junio al 4 de Julio.

Cursos, Talleres y Conferencias

Curso 1- Una Introducción al mundo de Phillipe Genty- Imparten: Eric de Sarria y Nancy Rusek.

Curso 2- Curso de latex - Imparte: Javier Gallego.

Curso 3- Idas y vueltas del proceso creativo - Imparte: Claudio Hochman.

Curso 4- Arte y terapia - Conferenciante: Mila Iglesias e Isabel Verdini

Curso 5- El Arte de la marioneta, un recurso para la educación - Conferenciante: Carol Sterling ( USA)

Los becarios poderán realizar hasta 4 cursos, lea con atención el programa en anexo y rellene el boletín de inscripción.

Los titiriteros interesados deben enviar hasta el 29 de Abril de 2011, su curriculum ( carpeta de vida), el boletin de inscripción y carta de presentación a la CAL/ UNIMA comision.unima@gmail.com con copia para la Presidente de Unima España, Sra Idoya Otegui presidente@unima.es

La Comisión para América Latina enviará hasta el 05 de Mayo, los nombres de los becarios seleccionados y la Escuela de Verano enviará una carta- invitación para los artistas.

Reglamento :

  • Todos los artistas inscriptos deben estar al dia, en su Centro UNIMA, con la cotización UNIMA del 2011. (Associação Brasileira Teatro de Bonecos / Centro Unima Brasil abtb.cub@gmail.com )
  • Solo podrán inscribirse artistas que no han recibido Becas através de la CAL/ UNIMA, en los últimos 5 años.
  • Excepcionalmente, la Comisión para América Latina permitirá la inscripción de artistas que formen parte de grupos organizados o de centros en formación, con la finalidad de apoyar la creación de nuevos Centros UNIMA en Latinoamérica.

  • Todos los Centros UNIMA participantes dentro de nuestra área geográfica, deben estar al dia con la cotización UNIMA 2010 ( Secretaria de UNIMA sgi@unima.org )
  • Una Comision será formada por los organizadores del curso, para la selección de los becarios.

En caso de dudas envie e-mail para: CAL/ UNIMA comision.unima@gmail.com

Susanita Freire

Miembro del Comité Ejecutivo de UNIMA

Presidenta- CAL/ UNIMA

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terça-feira, 29 de março de 2011

Teatro de Bonecos e os espaços formais e não formais da educação: cidadania cultural nos experimentos em arte-educação


UNIVERSO  CAMPUS São Gonçalo
IV SEMANA DE ENSINO DE HISTÓRIA
HISTÓRIA E CULTURA AFRO BRASILEIRA E INDÍGENA


Teatro de Bonecos  e os espaços formais e não formais da educação: cidadania cultural nos experimentos em arte-educação

                                                                               *  Cleisemery  Campos da Costa



                 “Animar é produzir ânima, simular vida”, na citação de  Balardim (2004), ao discutir a capacidade humana de dialogar com a própria existência através da representação teatral. Nesta linha de vida-manipulada, constata-se que o Teatro de Animação trata-se do Teatro de Bonecos, considerando todo objeto que convive com o homem e que sem a intervenção deste, não gera nenhum tipo de energia ou expressão. Assim, a animação acontece quando o ator-manipulador se relaciona com esse objeto de tal forma a atribuir-lhe vida. “o Boneco/objeto animado não é senão energia refletida do ator-manipulador” (AMARAL). O objeto projeta para o exterior do corpo do manipulador a vontade, o pensamento, os sentimentos e lógicas que este gostaria de compartilhar por si mesmo.

             Nas sociedades primitivas os homens projetavam sentimentos, medos e idéias, em objetos, máscaras ou imagens, que passavam a ter poderes mágicos, como se fossem elos entre eles e seus deuses, entre uma realidade física e um mundo sobrenatural O teatro de bonecos que hoje conhecemos no Ocidente, sofreu forte influencia da Europa e Oriente, de cunho religioso e sobrenatural, do qual se originou, mantendo até hoje,  ligação com o sobrenatural e com o melhor da tradição cultural, como o Japão, palco das mais tradicionais artes milenares do teatro de bonecos, o Bunraku.

           No Egito, antes do palco, a cena acontecia no altar, onde imagens articuladas, contracenavam com os sacerdotes. E esta herança foi recebida pela Grécia Antiga, com as atalanas, considerada o berço do teatro de bonecos, com apresentações de conotação religiosa e cultural. O Império Romano assimilou dos gregos esta faceta da cultura cênica. A Europa registra a origem dos bonecos clássicos, recheados de conteúdo cotidiano, linguagem forte e apta para todo público, reflexo das culturas européias. Na Idade Média, os bonecos eram apresentados em feiras populares, com o fim de doutrinar nos princípios católicos. Mais adiante, focado ao imaginário infantil e popular, se amplia pelos continentes. Destacando algumas das principais referencias ao redor do mundo, o boneco mais conhecido na Itália foi o Maceus, que antecedeu o Polichinelo. Na Alemanha destacou-se o Kasper, assim como o Petruska na Rússia, o Wayanag em Java, o Cristovam na Espanha, o Punch na Inglaterra, Guinol na França. No Brasil Colonial, teve forte destaque em terras nordestinas, especialmente em Pernambuco, o cômico e satírico Mamulengo, permanecendo até hoje, como o boneco “representante” do pais, pelo mundo. Estes bonecos marcam a tradição bonequeira de vários países, mantendo entre eles o elo da irreverência, a espontaneidade, a não-submissão as regras e a comicidade.

          No Brasil, a prática titiriteira se mantém nos dias atuais  nos folguedos populares e tradicionais, nas montagens e produções artísticas profissionais, para variado público, e ainda, presença freqüente nos programas de televisão, com função de entretenimento, lazer e ainda, educativos. Montagens com espetáculos de grupos organizados, principalmente no Sudeste e Sul do Brasil, agregados a ABTB – Associação Brasileira de Teatro de Bonecos, fazem registros do movimento bonequeiro brasileiro. Em meados do século XX, o teatro de bonecos se consolidou fortemente em nosso país, como expressão  nas atividades educacionais, ou ainda, pelos “ titiriteiros livres”, os populares mamulengueiros do nordeste. Reunindo várias linguagens artísticas ( teatro, dança, musica, artes plásticas, literatura), o TB permanece como genuína preciosidade  da cultura popular,  fazendo  da arte titiriteira, uma das expressões mais atraentes de nossa cultura.

            Quando o professor pensa em bonecos, geralmente limita seu pensamento no “teatrinho” (nomenclatura detestável para uma arte milenar que merece maior respeito), ou no clássico “teatro de fantoches”, denegrindo-o a uma mera distração ou passa tempo, restrita a uma das classificações do teatro de bonecos, como é visto pela comunidade escolar na maioria das vezes, desprezando a ampla gama de possibilidades e recursos que o teatro de formas animadas disponibiliza para a educação de todas as idades. Desenvolvendo aspectos educacionais, principalmente aqueles relacionados à comunicação, a expressão sensoriol-motora, a leitura e a literatura, o TB contribui na formação do educando no tocante a  percepção visual, auditiva e tátil; a percepção da seqüência de fatos (noção espaço-temporal); coordenação de movimentos; expressão gestual, oral e plástica; criatividade; imaginação ; memória; socialização e o vocabulário. É uma atração especial, unindo o lúdico, a arte, à aprendizagem.

            Através de atividades em sala de aula com o teatro de bonecos, aspectos do desenvolvimento do alun@, que não são observados durante os trabalhos escolares tradicionais, podem ser revelados. Há uma comunicação extra, entre bonecos & alun@s que é estabelecida, onde as atividades educativas e recreativas, podem ser trabalhadas, de acordo com a capacidade dos alun@s.   O TB demonstra ter um alto valor pedagógico, ao possibilitar desenvolver aprendizagens de atitudes transformadoras, ser altamente participativo e questionador, proporcionar recreação e servir como espaço para a expressão de emoções, impulsos, fobias e conflitos, através das ações impressas espontaneamente nos bonecos e/ou objetos, ao fazer-los falar, cantar ou brigar.

                                    “ Jogos,  dramatização e teatro, ajudam o aluno  a construir a sua identidade, poi, ela poderá desempenhar diversos papéis sociais (mãe/filha, pai/filho, professor, médico, policial, rei, escravo, senhor de engenho, delegado, amigos,  etc.) e experimentar diferentes sensações e emoções. O boneco deixa de ser um objeto e torna-se “alguém”, cria vida, tem um papel e uma identidade, os quais  o aluno e professor, podem aprender  através do objeto-boneco (AMARAL, 2008)”

                                                       

          Bonecos na sala de aula, permitem melhor conhecimento do alun@, sendo possível ajuda-lo no processo de socialização, fazendo-o sentir-se à vontade, sem inibições, propiciando um ambiente de conforto e liberdade onde possa expressar suas idéias e opiniões sem constrangimentos, ao mesmo tempo que  brinca.Entre os principais objetivos do teatro de bonecos na educação, Ladeiras (1998) enfatiza os bons resultados da utilização deste instrumento como atividade lúdica na sala de aula, “ entendendo que para o professor, a atividade é uma técnica educativa; para o alun@, é  um jogo ,  que  educa e ajuda no convívio social”. Através do esforço da compreensão e do conflito da participação nas atividades lúdicas,  o alun@ cresce, cruza metas e atinge objetivos, aprende brincando
                   Citando a escrita poética de Graciliamos Ramos, “a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”,  chego ao recorte do meu trabalho, como educadora/ arte educadora, potencializando transformar a palavra em vida, como uma tarefa  constante, usando para isto, o teatro de bonecos. Com a arte, esta condição  se amplia, dando as palavras poder ainda maior, buscando novos tipos  de transformação da própria vida. A figura do boneco, é um canal especial para esta exploração. Esta intervenção humana através dos bonecos, complementando as palavras, provocando “explosões” que a dimensionam, tem sido a base para minha atuação como arte educadora nos recentes vinte anos, trabalhando o TB como um instrumento de investimento/experimento na educação. Tal intervenção e atuação, se espelha, se molda, nos estudos e leituras de Gramsci, gestando e amadurecendo idéias e comportamento  na assimilação do papel da cultura na educação, no sentido de promover e estimular mudanças, ampliando o “tamanho” da palavra, como sugere Graciliano.  Gramsci entendeu que a educação torna-se dimensão estratégica na transformação social, onde usar a palavra, como “arma”  da arte,da cultura, são  pontos fundamentais, a favor da educação: “ As palavras não podem ser  canhões  que explodem em silêncio”. Tratando de cultura & educação,  operando para contrapor aquilo que “ é “, ao que “dever ser”, buscando e investindo a partir daí, propostas de mudanças, o pensamento Gramsciano  sugere  trabalhar com o “pessimismo da inteligência, e o  otimismo da vontade”, onde a arte é instrumento-arma das mais fundamentais.
                     Gramsci enxergou que a educação era/é uma dimensão estratégica para transformação da sociedade, apresentando consistentes propostas para organizar a cultura num mundo de desigualdades. Por que a educação, a escola assumiram para ele, importância tão decisiva, e neste contexto,confere a cultura tamanho espaço? Segundo Gramsci, o trabalho para convencer as classes mais pobres a aceitar o status quo, não se restringe ao mundo das idéias. Percebendo essa “trama”, Gramsci descobre a importância de um movimento intelectual e cultural, para difundir novas concepções de mundo, que elevem a consciência cidadã das massas populares e produzam novos comportamentos, intelectual e cultural. É no âmbito da reflexão do Estado ampliado que Gramsci questiona as liberdades civis e políticas do Estado democrático, indicando como um dos caminhos mais importantes para se trilhar este Estado ampliado, a cultura e a educação, ou ainda,“ uma educação cultural”. De nada valiam os direitos conquistados com a ampliação da democracia, como o direito político do cidadão de escolher seus dirigentes e poder ser dirigente, se as massas tinham dificuldades para se organizar politicamente, para se expressar com coerência e de forma unitária, e ainda lhes faltavam elementos conceituais para criticar seus governantes.            
                    Esse questionamento mostra sua preocupação em identificar meios para elevar cultural e politicamente as massas. Trata-se de uma perspectiva que vai muito além da formação para a cidadania. Gramsci pensa um programa educacional-cultural, procurando identificar métodos e práticas culturais que propiciem aos trabalhadores sair da condição de subalternidade. Defende a organização de um “centro unitário de cultura”, cujo objetivo é a “elaboração unitária de uma consciência coletiva”, envolvendo a discussão das instituições que atuam na formação de intelectuais, como a imprensa e, principalmente, a escola.
                  Nesta linha Gramsciana, com as somas do conceito de cidadania cultural apresentados pela filósofa Marilena Chauí, sob o prisma democrático do direito à cultura, através da apropriação dos meios culturais existentes, pautados na invenção de novos significados culturais, onde tod@s são sujeitos sociais, culturais e históricos, através do trabalho da memória social coletiva, a atuação como professora e atriz bonequeira na companhia Trio de Três ( organizado na década de oitenta, no século XX),  trilha na prática deste casamento possível, da Cultura & Educação. Os temas das aulas-espetáculos e/ou espetáculos, fogem da linha do entretenimento, puro e simplesmente: as montagens e adaptações pautam linha arte-educadora, com assuntos da prática cotidiana da sala de aula, da grade escolar e conceitos da prática da cidadania, associados aos espetáculos. A intervenção do boneco na prática pedagógica, sempre exigiu a busca do equilíbrio entre o esforço e a disciplina, com o prazer e a satisfação. Tentar conduzir sutilmente o alun@ para a aquisição de conhecimentos mais abstratos, misturando  tarefas escolares com  dose de brincadeira, facilita no mergulho da arte do aprendizado e da vida, e ainda, oportuniza a reflexão e o debate  que permeiam a história, ao longo dos séculos, nas  lutas estabelecida entre poderosos e dominados, entre reis e servos, dentro das salas de aulas,  explorando também,  outros espaços do aprender.
                   O projeto “O Trio conta da História”, especialmente pensado para abordar temas curriculares da disciplina de História com treze temas de aulas-espetáculos, de 1993 - 2003, percorreu escolas, faculdades, instituições diversas nas diferentes esferas do poder público, instituições culturais e educacionais, emissoras de televisão, organizações alternativas e movimentos livres, na apresentação de espetáculos, performances e oficinas nos mais variados encontros (congressos, conferencias, encontros, simpósios, fóruns, seminários, festivais). A  vivência-memória que esta experiência proporciona/proporcionou, supera a tradicional dicotomia entre trabalho científico e prática profissional, onde a proposta das aulas-espetáculos de história, focando  temas do currículo escolar e da vida, são instrumentos reais de aprendizado e investigação, com prazer e satisfação, alimentando de modo harmônico,  com forma e conteúdo, os pilares da prática docente, na  sala de aula, na extensão e na pesquisa. Como Professora da área, sempre me fascinou a busca-tentativa de aproximar o passado, mais perto possível do presente, sendo este mesmo, o maior de todos os tempos no tempo que temos, da História, nas divisões da construção do tempo histórico, de passado, presente e futuro, que concebemos mundialmente. Só é possível projetar ou vislumbrar  um futuro, em função de ações e atitudes presentes. Atitudes presentes  não tem outro local-espaço de acúmulos e construções, a não ser nas constituições e visitas do passado. É do passado que extraímos o que existe de melhor, sendo o tempo presente fugidio e breve, e o futuro, uma incógnita. As aulas – espetáculos de História, objetivam isto: trazer para mais perto do presente, o passado, reinventando e pensando com olhar ampliado, futuros possíveis.
                  Atualmente, o grupo Trio de Três apresenta cinco temas de aulas-espetáculos: Atenas e Esparta: o que ficou de herança; Feudalismo:senhores feudais e servos; Renascimento:um viva a arte e a cultura; Escravidão:um passado de vergonha; e Brasil sem Homofobia,uma questão de cidadania, além de três montagens livres e duas adaptações com autores nacionais e estrangeiros, nos espetáculos: Baião de dois; Reciclagem em Cena; Momento de Natal; Os amores de Dom Perlimplim e Belisa em seu jardim ( Garcia Lorca); e Contos e Escritos ( Clarice Lispector e Marina Colasanti ); com bonecos de vara, marote, luva, marionetes de manipulação direta, bonecos-brinquedos, e sombra. Nestes  anos de atuação, interessante observar o quanto  crianças, adolescentes, jovens e adultos ficam fascinados,  vendo que é possível emprestar  voz e  corpo, para dar vida a um personagem-brinquedo, e através deste brinquedo, aprender.


 “No que tange ao Teatro de bonecos, a própria historia que o acompanha milenarmente o define como uma das mais ricas formas de prática lúdica. Tendo sido utilizado por crianças e adultos, em Oriente e Ocidente, para trabalhar literatura, música, expressão corporal, artes plásticas, valores morais e muito mais.” (AMARAL, 1996).



                           
                 Brincar para aprender, é preciso. O otimismo da arte é necessário, suavizando o “peso” do ritos acadêmicos, da grade curricular e da rigidez dos intelectuais. A formação de profissionais capacitados para o pleno exercício das praticas lúdicas na sala de aula (e fora dela), é hoje um dos maiores desafios dentro da educação. Não pode se pensar em orientação educacional de crianças, adolescentes e  jovens, sem antes haver orientação e preparo do adulto, agente da regência. Sabe-se que os alun@s estão cada vez mais exigentes, ou ainda, desinteressados ao extremo. Parte deste cenário deve-se as circunstancias do mundo atual, com novos e atraentes convites, afastando a escola do educando, e vice-versa. Os alun@s de hoje só conseguem acreditar nos professores que participam, que se envolvem, “que sabem transformar suas aulas em trabalho-jogo, seriedade e prazer ” (ALMEIDA, 2003).

             Ensinar abrindo espaço para debates, aproveitando cada situação como fonte de aprendizagem,através da arte. Será possível ampliar esta consciência, será possível dimensionar a relação educador-educando, crescendo em variadas direções, fortalecendo a árvore do conhecimento? Pontos cruciais à efetivação da arte no cotidiano da sala de aula, são  condições fundamentais para efetivar e socializar este caminho para o conhecimento, bem como a predisposição para levar isso adiante, considerando  a falta de incentivo e/ou apoio por parte das próprias escolas, das gestões escolares, dentro das políticas de educação vigentes, explicitadas  justamente pelo “ tamanho” irrelevante que  a cultura e arte ocupam, nos espaços da educação.

             A palavra chave para o educador é “ousadia”. Ser ousado implica desafios constantes, busca e divisão de conhecimentos. Um sem fim de áreas abstratas e temas polêmicos podem ser abordados através do Teatro de/com Bonecos, como também, outras formas e linguagens artísticas, na educação. Arte e prazer: Um presente atraente, para tempos tão “tensos e desanimados”, na educação formal.


* Mestre em História Social e Política do Brasil, atriz bonequeira na companhia Trio de Três Teatro de Bonecos, diretora da Comissão Estadual dos Gestores de Cultura do RJ


REFERÊNCIAS

ARENDT,Hannah. Entre o passado e o futuro. Coleção debates política. Editora Perspectiva/ SP, 1997.
ALMEIDA,Paulo Nunes de. Educação Lúdica. Técnicas e Jogos pedagógicos.SP. Edições Loyola, 2003.
AMARAL,Ana Maria. Teatro de Animação. Governo Est. SP . FAPESP.Ed. Ateliê. Brasil. 1993.
AMARAL,Ana Maria. Teatro de formas animadas: Máscaras, Bonecos, Objetos. São Paulo: Ed. Da Universidade de São Paulo, 1996.
BALARDIM, Paulo. Relações de vida e morte no Tetro de Animação. Porto Alegre. Edição do Autor, 2004.
CHAUÍ, Marilena.. Cultura e democracia. O discurso competente e outras falas. Nova edição revista e ampliada. São Paulo: Editora Cortez, 2006.
________________ Cidadania Cultural – 1 Ed. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo,2006.
DEL ROIO, M. Os prismas de Gramsci(1919-1926). São Paulo: Xamã; IAP, 2005.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura.. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1989.
LADEIRAS, Idalina. CALDAS, Sarah. Fantoches & CIA. Arte Educação. Literatura Infantil. LÍNGUA Portuguesa. Pedagogia. Ed Scipione, 1989.
REVERBEL,Olga. Jogos Teatrais na Escola: atividades globais de expressão. São Paulo: Ed. Scipione, 1996.
RIOS, Rosana. Brincando com Teatro de Bonecos.4º Edição.São Paulo: Ed.Global, 2003.
RAMOS, Graciliano. Fonte: www.graciliano.com.br




segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro de Bonecos

FELIZ DE QUEM UM DIA RESOLVEU BRINCAR DE FAZER A ARTE DE BONECAR.



FELIZ DAQUELE QUE SE DESAPEGOU DOS EGOS PARA DEIXAR QUE O ÁNIMA TOMASSE LUGAR E SE MOVIMENTASSE NO ESPAÇO.


FELIZ DAQUELE QUE VÊ A BELEZA NUM SIMPLES MOVIMENTO DE MÃOS,


FELIZ DAQUELE QUE SE PERMITE VER A BELEZA DO OLHAR


FELIZ DAQUELE QUE CRIA E RECRIA A CRIAÇÃO DE UM INFINITO.


FELIZ DIA MUNDIAL DO TEATRO DE BONECOS


PARABÉNS,


BONEQUEIROS


TITERITEIROS,


MAMULENGUEIROS


CALUNGUEIROS,


MANÉS GOSTOSOS


JOÃOS REDONDOS


MARIONETISTAS


CASSIMIROS COCOS


MÓIS-MÓIS


ANIMADORES.

DENISE DI SANTOS

domingo, 20 de março de 2011

Dia Mundial do Títere em Cuba

Programa Nacional y Mensaje del Centro Cubano de la UNIMA
 
El 21 de marzo, Día mundial del Títere, también el momento en que rompe la primavera, el Día Mundial de la poesía , la fecha en que nace Pepe Camejo, pionero y maestro de los titiriteros cubanos, y tristemente el día en que partió por los caminos insondables nuestra Dora Alonso, los miembros del Centro Cubano de la UNIMA se ha propuesto un programa nacional de actividades que mostramos a continuación. Se incluyen también el Mensaje Nacional por este día, escrito por el actor titiritero, diseñador, investigador, profesor y director artístico Armando Morales, director general del Teatro Nacional de Guiñol.
 
MENSAJE DEL CENTRO CUBANO UNIMA POR EL DIA INTERNACIONAL DEL TITERE
La práctica animista de los antiguos estableció relaciones entre los hombres y su entorno. Lo vivido con lo imaginado confiere características especiales a la existencia humana. No conforme con crear idílicas divinidades a “imagen y semejanza”, trasgredió roles y reorganizó una acción en la cual se erigió como el gran hacedor.
La poética argumentación de nuestro Javier Villafañe nos remite al insobornable pensamiento del hombre americano. “El títere nació cuando el hombre, el primer hombre, bajó la cabeza por primera vez en el deslumbramiento del primer amanecer y vio su sombra proyectarse en el suelo”. Aquellos que levantaron poderosas ciudades como la mítica Tenochtitlán o los humildes bateyes en las islas taínas, desobedecieron la condición humana para apropiarse del rol irrenunciable que los pueblos se han dado a sí mismo animando, lo inanimado; asumiendo la sacra posición capaz de amar y construir. Gracias a su impronta creativa, han vivificado a sus personajes-títeres.
Maravilla de maravillas, el arte titiritero, milenario como el propio hombre, ha servido para establecer diálogo entre el animador con lo que anima; pero sobre todo, la figura así animada ha tomado la voz de los silenciados; gritando las injusticias de los poderosos; sembrando la luz ante las oscuras miserias humanas; susurrando las amantes ternuras que los harán levantar y andar.
Celebrar el arte de los títeres el 21 de marzo, nos compromete a precisiones impostergables: Recuperar las esencias que han definido a los títeres y su teatralidad. ¿Ante qué plazas levantar nuestros retablos?  ¿Qué adulto, sin trabajo ni medios de sostén de su familia, tendrá ánimo para contener su angustia ante los títeres? ¿Cuántos niños, agobiados por la explotación forzada de su tierna esperanza tendrán tiempo de sonreír ante el títere? ¿Podrán oírse, en las ruinosas ciudades destruidas por las bombas, las voces de Punch, Karagoz, Guignol, Petruska, Cristobita, Comino, Juancito o Pelusín exigiendo paz, pidiendo pan…?
La vida del títere depende del hombre; pero la vida de los hombres, en los tiempos que tratamos de sobrevivir, ¿de quién depende?
Es posible que los títeres nos devuelvan la gozosa algarabía estridente de sus fascinantes y justicieros cachiporrazos.  ¿Nos acompañarán en el eterno silencio?
That is the cuestion”
Armando Morales, Titiritero, director artístico, diseñador e investigador.
Dirige el Teatro Nacional de Guiñol, en el cual labora desde 1961.
PROGRAMA NACIONAL DEL CENTRO CUBANO UNIMA POR EL DIA INTERNACIONAL DEL TITERE
La Habana
-El Teatro Nacional de Guiñol propone para el propio 21 a las 3:00 pm, una función de la obra  Quico Quirico, texto original de Dora Alonso, dirigida artísticamente por Armando Morales. Seguidamente, a las 4:00 pm, se inaugurará en el vestíbulo de esa institución con sede en el Edificio Focsa, calle M, esquina a 17 en El Vedado, la Exposición Martí y Guillén en el teatro de figuras, que exhibe muñecos de las obras Abdala, de José Martí yFloripondito o los títeres son personas, de Nicolás Guillén, diseñados y realizados por el propio Morales y Sahimell Cordero.
-Teatro Viajero, celebrará la fecha de los titiriteros del mundo con una función especial del espectáculo TÍTERES DE MARAVILLA. La representación será 19 de marzo a las 11 de la mañana en la CASA DEL ALBA (Línea y D .VEDADO .LA HABANA.CUBA.)
-TEATRO DE MUÑECOS OKANTOMI, dirigido por Pedro Valdés Piña, celebra la fecha con el estreno mundial de El Árbol de Milla, espectáculo basado en los Cuentos por la Selva Amazónica, de Marina Cutelli Delfino, con adaptación teatral y puesta en escena de: Marta Díaz Farré, esto será en la Sala-Teatro Adolfo Llauradó, durante todos los sábados y domingos del mes de marzo, a las 11:00 am

-Teatro La Proa festejará el Día Internacional de la Marioneta el próximo lunes 21 de marzo (a partir de las 2:00 p.m.) con un Taller Demostrativo de Técnicas de Animación.
La escuela primaria República del Perú del municipio capitalino de Plaza de la Revolución brindará su biblioteca para desarrollar este taller, dirigido a niñas y niños de la comunidad amantes de los títeres, que será impartido por la dramaturga Blanca Felipe y los actores Arneldy Cejas y Erduyn Maza  del propio colectivo. Desde las hojas de papel, donde los pequeños diseñarán sus personajes, pasando por toda la labor  creativa hasta llegar al retablo; pasearán las diferentes técnicas y estilos  de construcción y animación tiritera más usados en Cuba. Una tarde que pretendemos compartir con titiriteros de todos los grupos y de la televisión cubana a quienes estamos invitando para regalar sus experiencias y brindar juntos por  la salud de esos increíbles seres de los retablos. La convocatoria está abierta para todo el que desee acompañarnos con sus títeres. Desde ahora esperamos por su visita, pueden contactarnos  con anterioridad o simplemente llegar “directo a trabajar”.
Nota. Escuela primaria República del Perú: Calle San Antonio, Esquina a Santa Rosa. Puentes Grandes, Plaza.
-Barco Antillano (Nuevo proyecto de Julio Cordero) realizará en el Municipio Boyeros, en el área verde del Centro Baraguá, por la mañana, una actividad festiva que incluye un acto simbólico de ingreso a Barco Antillano, de 5 tripulantes de perpetua permanencia: Jorge Martínez, Bebo Ruíz, Freddy Artiles, Ignacio Gutiérrez y Augusto Carrazana. Todos ellos, colegas, maestros y amigos personales de los miembros del grupo, y a su vez edificadores de una cultura del títere en Cuba.
 -El Museo y Teatro de Títeres El Arca, proyectará el 20 de marzo, víspera del Día mundial del títere, en horario nocturno, el cortometraje La mano, del cineasta y titiritero checo Jiri Trnka, Con esta proyección se inicia la temporada El arca: una para todos, que incluye un ciclo de materiales audiovisuales de animación en stop motion. La sede del grupo está en la Casa Pedroso, ubicada en la Avenida del Puerto, esquina a Obrapía, en La Habana Vieja, Teléfono: 8 64 89 53

-El Teatro de La Villa, de Guanabacoa, anuncia 2 funciones de la obra titiritera El cochero azul, puesta en escena de María Elena Tomás, que homenajea a la escritora Dora Alonso, quien falleciera en 2001, precisamente un 21 de marzo. Informaciones en

-El Guiñol de Los cuenteros, en San Antonio de Los Baños, realizará un pasacalle titiritero que comenzará a las 9 de la mañana por varias escuelas del poblado, y terminaran en el Parque Central José Martí, de San Antonio…sobre las 11:00 am con una función de Comino y Pimienta vencen al diablo.

-Regina Rossié y sus muñecos, estarán el 21 a las 10:00 am en el Circulo InfantilAmiguitos de Celia, en 88 y 7ma, Municipio Playa, con las obras La sonrisa, Los colores, El títere perdido y El Payasito y Mamá Payasa.

-La compañía de marionetas Hilos Mágicos, hará su fiesta el 22 de marzo a las 2;00 pm, en el Cine-Teatro La Edad de Oro, en 10 de octubre, con un recital de marionetas a cargo de su director Carlos González e invitados.

 Matanzas

-El Teatro Papalote de Matanzas, propone temporada de títeres en su Sala, desde  el 16 al 20 de marzo, día que antecede al 21, con las obras Andariegos (8 y 30 de la noche, 16 y 17 y 6:00 pm el 18) Se durmió en los laureles, 19 y 20 de marzo a las 10:00 am, bajo la dirección de René Fernández.

-En la Casa de la Memoria Escénica, se reunirán los grupos yumurinos Teatro de Las Estaciones, Papalote y Tentempié, el propio 21 a las 4:00 pm, para entre títeres, mensajes y recordaciones, presentar los nuevos sitios web del Centro Cubano de la UNIMA y del 10mo Taller Internacional de Títeres 2012, los cuales estarán on line desde ese momento festivo.

Cienfuegos
-El Grupo de Teatro de Títeres Retablo, que dirige Christian Medina, emprenderá el 21, una diminuta cruzada por 3 círculos infantiles del territorio cienfueguero, con 3 de sus espectáculos itinerantes: Pico SucioSi yo te contara, y el estreno de Chímpete Chámpata, este último a cargo de Severino Lafont.  La Sala Guanaroca, sede del grupo, mantendrá toda la semana una pequeña expo de títeres con figuras y escenografías de la obra Roja, de Antonio Liuvar García y diseños de Panait Villalvilla, y El túnel, diseñada y dirigida por Christian Medina.


 Villa Clara
-Teatro Dripy presenta el 20 de marzo a las 10:00 am Retazos de fantasía, espectáculo para edades preescolares, conformado por los cuentos Las aventuras de Dripy y La margarita blanca, que se pondrá en la Peña del camino real, en los Jardines del Centro de Desarrollo de la Danza y el Teatro de Villa Clara. El 21, también a las 10:00 am, en el Círculo Infantil Pequeños Lenin, se repone el mismo espectáculo. Mientras en el horario de la tarde (2:00 pm) se repone en la sede del grupo, de la Calle Martí, No 135, entre Toscano y Alemán, la puesta en escena Nene Traviesa, el más reciente estreno del grupo santaclareño. El Frente Infantil de El Mejunje celebra el festivo día, con la reposición de su premiado espectáculoEureka en apuros, a las 2:00 pm, en la Sala Margarita Casallas, del Centro Cultural El Mejunje.
Ciego de Ávila

-El Teatro Polichinela ofrecerá una doble función el 21 de marzo, en su sede teatral Abdala. A las 9:00 am llevaran a escena La sambumbia de los comejenes, su último estreno; y a las 5:00 pm reponen Ruandi, el hermoso texto de Fulleda León, ambos bajo la dirección artística de Yosvani Abril.
Camagüey
-El Teatro de Títeres de Sombras El Arca y el Guiñol de Camagüey, de conjunto con el Consejo Provincial de Artes Escénicas y la UNEAC camagüeyana celebran el Día de los títeres a partir de los días  19, 20 y 21 de Marzo con la presentación del Proyecto Teatro de Títeres y Sombras ´´El Arca´´ y su espectáculo Andando X la Sombrita,  en la sede de Teatro del Viento, bajo la dirección de Luis Montes de Oca. También se realizara la venta de literatura teatral, por parte del Centro de Estudios tanto en Teatro del Viento, como en la sede de la UNEAC Provincial. El día 21 a las 3:00 pm, tendrá lugar una actividad especial en el patio de la Unión de Escritores y Artistas de Cuba, que contará con la presentación de la obra Caballito Enano, unipersonal del actor Geoberti Jiménez, basado en un cuento de Dora Alonso, bajo la dirección de Mario Guerrero, del guiñol camagüeyano, y el espectáculo Ñeco y su Muñeco con actuación y dirección del titiritero Ernesto Sariol. También habrá un conversatorio con fundadores del Guiñol de Camagüey y se realizara la entrega de reconocimientos a: Martha Viamontes, Eddy Viamontes, Ismael García Ripoll, trabajadores y fundadores del  Guiñol, con un destacado aporte al desarrollo del teatro titiritero en tierra agramontina. Se hará la entrega del premio Corazón Titiritero, con carácter provincial, a los titiriteros Nancy Obrador y Albio Pérez, por la obra de la vida.

Holguín
-El Guiñol de Holguín ofrecerá en su sede de la calle Martí 121, entre Maceo y Libertad, los días 19 y 20, dos funciones del espectáculo La cucarachita Martina, en los horarios habituales, y continúa su homenaje al día mundial de los títeres y titiriteros, el propio 21 de marzo. Con una lectura interpretada del texto El extraño caso de los espectadores que asesinaron a los títeres, de otro holguinero, el dramaturgo Salvador Lemis, esto será a las 5:00 pm, también en la sede de la agrupación. El punto final al día festivo será a las 9 de la noche, allí mismo, con la divertida obra El conejito Blas.
Santiago de Cuba
El Guiñol Santiago, realizará el día 20, a las 3:00 pm, el patio de la sede del grupo, una conferencia sobre el contexto histórico de la década del 50, marco del surgimiento de Pelusín del Monte, títere nacional, el legado de los hermanos Camejo, la dramaturgia de Dora Alonso, y en el cierre presentarán la obra Pelusín frutero. Cerrará la festividad una gran piñata con la figura de Pelusín. En la sala a las 5:00 pm, se presentará la obra La muñeca de trapo. dirigida por José Saavedra.
Guantánamo
-El Guiñol de Guantánamo, celebrará  el día del Teatro y del Títere con dos estrenos Cuando muere el jardín  El pajarito Remendado.
El primer montaje es una versión y adaptación de Yosmel López y Dilailis Martínez, sobre un cuento del escritor guantanamero Eldis Baratute, la dirección artística y la interpretación, es también compartida por estos jóvenes actores. El pajarito Remendado, fue adaptado y dirigido por Yadira Lobaina, sobre cuento del mismo nombre.
Ambos trabajos están asesorados por Maribel López directora general del grupo.

Informações de Susanita Freire

Dia Mundial das Marionetes- 21 de março


Mensagem escrita pelo professor Henryk  Jurkowski 
                               
Estou aqui, na cidade de Omsk, na Sibéria Ocidental. Entro no Museu etnográfico e repentinamente, meus olhos são atraídos por uma grande vitrine onde se encontram dezenas de figuras - tratasse de  ídolos de tribos ugrófinas: os Menses e os Chantes, que parecem saudar cada um dos visitantes. Um impulso interior  empurra-me para responder e eu os saúdo também. São magníficos. Representam um traço permanente da espiritualidade de gerações humanas primitivas. Eles e seu mundo imaginário  são a fonte das primeiras manifestações e imagens teatrais, tantosagradas como profanas. 
As coleções de arte estão cheias de ídolos e de figuras sagradas que gradualmente desaparecem da nossa memória. No entanto, nos museus, há também bonecos que trazem a marca das mãos de seus criadores e seus manipuladores. Dito de outra forma, essas mãos 
tem vestígios da habilidade, da fantasia e da espiritualidade humana.Coleções de Marionetes  existem em todos os continentes e em quase todos os países. São um orgulho para os colecionadores. Constituem espaços de pesquisa, que guardam a memória viva  dando importante prova da diversidade de nossa disciplina. 
A arte, como muitas outras atividades humanas, está sujeita a duas tendências: a coerência e a diferenciação. Hoje vemos que as duas tendências coexistem no nível de atividades culturais. Podemos ver claramente  a facilidade de viajar, tanto por via aérea e na internet,  o que aumenta o número de contatos em diversos congressos e festivais, o que leva a uma maior uniformidade. 
Em pouco tempo viveremos realmente na Cidade Global McLuhan. 


Este fato , não significa que se perdera completamente o sentido da diferença cultural, mas  um grande número de companhias de teatro agora utiliza meios de expressão semelhante. 
Estilos de marionetes  como o ningyo  joruri  de Japão e o wayang de Indonésia foram assimilados na Europa e América. Ao mesmo tempo, grupos asiáticos ou africanos, usam técnicas marionetísticas européias. 
Meus amigos me dizem que se um jovem artista japonês pode ser um virtuoso interpretando  obras de Chopin, um 
americano pode muito bem tornar-se um mestre de joruri ou um  dalang tocando purva wayang. Poderia estar de 
concordo com eles, desde que o marionetista assimile, não só a técnica do bunraku, sino também toda a cultura que está associada. 
Muitos artistas estão satisfeitos com a beleza exterior dos bonecos que, contudo, oferece aos espectadores a oportunidade de descobrir diferentes formas artísticas. Desta forma, o boneco invade novos territórios. Mesmo dentro do teatro de ator, tornou-se uma fonte de metáforas mistas. 
Esta grande expansão da marionete antiga figurativa está ligada a um movimento inversamente proporcional ao espaço  que ocupava anteriormente. Isto é devido à grande invasão do objeto e em maior escala, a tudo o que toca a matéria.Porque todo objeto, toda  matéria, sujeito a uma animação, nos fala e exige seu  direito à vida teatral. Assim, a partir de agora, o objeto substitui a marionete figurativa, abrindo aos  artistas uma forma de uma nova linguagem poética, a uma criação que envolve imagens ricas e dinâmicas.

A imaginária e metáforas do passado, têm sido a característica de cada tipo de boneco, diferentes uns dos outros, tornaram-se hoje, a fonte de expressão de cada titereteiro individual. Assim, aparece, uma nova e singular linguagem  poética, que  não depende da tradição genérica,  mas do talento do artista, de sua criatividade individual. A padronização dos meios de expressão tem 
gerado sua diferenciação. A cidade Global de McLuhan tornou-se seu antípoda.
 Os diferentes meios de expressão se tornaram os instrumentos da palavra individual que prefere sempre 
soluções originais. Fica claro, que a tradição figurativa de marionetes não desapareceu do nosso horizonte. 
E nós queremos que fique para sempre como uma referência de grande valor. 
  Henryk Jurkowski  - 2011 

quinta-feira, 3 de março de 2011

O FILHO DE UM BONEQUEIRO



IN ENGLISH DOWNSIDE
...na rede todos os apelos, todos os dramas familiares de crianças flageladas por tragédias, violências e doenças de nomes desconhecidos. É tanta notícia que se torna ruido e ruido a gente abaixa ou elimina. E as nossas vidas prosseguem entre banhos diários de endorfina.
Esse apelo eu não pude ignorar. O apelo de um dos artistas bonequeiros mais talentosos que conheci. Um mestre da manipulação e dos mecanismos; um dos poucos a alcançar um nivel de sutileza, leveza de respeito pelo boneco. Um inventivo brasileiro como deve ser um brasileiro tão apregoado por nossas instituições e mídias. Um homem a quem tenho profunda admiração, em pleno auge de carreira, viajando para China, Europa, por toda a América Sulamericana... hoje abatido pelo medo. Um medo que envolveu toda a sua família: sua esposa Viviane, seus filhos... um medo chamado DISTROFIA MUSCULAR.
PAULO NAZARENO quer apenas entender, quer entender o que acontece com seu filho. Amigos orientam e dão receitas, indicam terapias. Eles tentam de tudo. Eles estão desesperados!. Eles são mais um, mais uma notícia de drama familiar.

Por que essa notícia não é mais um ruido?
Porque como mais um habitante da rede sou egoísta o suficiente para saber que qualquer coisa que ataque essa família, provocará um dano contra a arte bonequeira. Sim, talvez isso forje um homem mais centrado, mais sábio; talvez o Allain supere sua doença encontrando a cura. Portanto apenas saiba... apenas reflita e não veja essa notícia como um ruido a mais.
Força Paulo!
SAIBA MAIS EM http://allanimanuel.blogspot.com/
POSTADO POR JORGE MIYASHIRO

quarta-feira, 2 de março de 2011

A CAIXA DO ELEFANTE - 20 ANOS DE HISTÓRIA



A Tecelã voltará ao cartaz em março, no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre. Foto Cláudio Etges

A CAIXA DO ELEFANTE - 20 ANOS DE HISTÓRIA

Comemoração que marca duas décadas de atividades no cenário brasileiro inclui temporada de espetáculos, exposição e workshop, a partir de 25 de março

A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos, fundada em 1991, em Porto Alegre, RS, é um dos mais expressivos grupos brasileiros de teatro de bonecos da atualidade. Com suas montagens, direcionadas tanto para público infantil como para o adulto, a companhia tem participado de importantes festivais internacionais de teatro.

Completando seus 20 anos de incessante ebulição criativa em 2011, a companhia Caixa do Elefante comemora, a partir de março, essas duas décadas com uma dupla temporada teatral: “Histórias da Carrocinha” (1996), o espetáculo em repertório mais antigo da companhia, e “A Tecelã” (2010), sua última produção. 

Além dessas duas temporadas simultâneas, o público também é convidado a conhecer os diversos outros trabalhos da companhia, realizados em teatro e vídeo, na exposição CAIXA DO ELEFANTE: 20 ANOS, que inclui fotos e instalações. Haverá, ainda, a realização de um workshop com Carolina Garcia.

Toda a programação será realizada no TEATRO DE CÂMARA TÚLIO PIVA, entre 25 de março e 24 de abril de 2011.
Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2010.

Para mais informações, acesse:

  


  Carolina Garcia Marques
Cel: (51) 78159544 Nextel ID: 92*13151
  Skype: carolina.garcia.marques