terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Em Curitiba, bonequeiros de todo o país debateram propostas para o registro do Teatro de Bonecos como patrimônio cultural

Os integrantes do III Abrace o Boneco Brasil, em Curitiba, apresentaram ao deputado Angelo Vanhoni os resultados dos encontros para registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, que aconteceram com recursos de emenda parlamentar de sua autoria. E entregaram duas novas propostas a serem levadas para o Câmara Federal: instituição do Dia Nacional do Teatro de Bonecos, e uma nova emenda orçamentária para implantação dos Centros de Referência de Teatro de Bonecos nas cinco regiões do país.
Curitiba sediou o III Abrace o Boneco Brasil, do dia 30 de novembro a 06 de dezembro, reunindo artistas do teatro de bonecos de todo o país. Além da troca de experiências, apresentações culturais, o encontro propiciou momentos de debate e reflexão sobre a valorização do Teatro de Bonecos como patrimônio cultural brasileiro.

No dia 04 de dezembro, aconteceu o debate no Teatro de Bonecos Dr. Botica, sobre Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste: Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro. Claudia Vasquez, Técnica do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, explicou como acontece o registro de um bem cultural como patrimônio – desde o pedido pela comunidade até a pesquisa, registro e o inventário. Enfatizou que todo o processo de registro e criação de um projeto de salvaguarda, como no caso do Teatro de Bonecos, é feito pela base social. Ou seja, com a concordância dos envolvidos no processo e principalmente com o envolvimento da comunidade. Em maio de 2009, o IPHAN acatou o pedido proposto pela Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – ABTB, em realizar o Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como patrimônio cultural do Brasil, levando a criação de um plano de salvaguarda desta expressão cultural. A primeira etapa de registro já foi concluída, através da realização de dois encontros dos mestres brincantes da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os resultados desta primeira fase foram apresentados através de imagens e dos relatos das pesquisadoras Amanda Viana (PB), e Maria das Graças Cavalcanti (RN).
Os encontros foram realizados com recursos provenientes de emenda parlamentar de autoria do deputado Ângelo Vanhoni. Presente no debate, recebeu das mãos de Renato Perré, um dos organizadores do evento, documento que solicita a instituição do Dia Nacional do Teatro de Bonecos, dia 27 de abril. A data foi escolhida por se tratar do dia da fundação da ABTB/UNIMA Brasil. Neste documento os bonequeiros solicitam também que se encaminhe uma nova emenda orçamentária para implantação dos Centros de Referência de Teatro de Bonecos nas cinco regiões do país.
O III Abrace o Boneco Brasil é uma iniciativa da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos em parceria com a Associação Paranaense de Teatro de Bonecos e apoio cultural das seguintes instituições: Funarte/Minc, Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e Universidade Federal do Paraná.



Assessoria de imprensa Dep Federal Angelo Vanhoni (41)92114915 Ana Carolina Caldas

terça-feira, 3 de novembro de 2009

II ENCONTRO DE TEATRO POPULAR DE BONECOS - CAMPINAS - SP

De 04 a 08 de novembro em Campinas (SP)
O encontro terá presença de diversos brincantes bonequeiros do Brasil, brincando em várias apresentações no Centro, Joaquim Egídio e Sousas na cidade de Campinas. Presença especial do Mestre Sauba de Pernambuco, trazendo toda sua experiência de arte mamulenga.
A brincadeira de mamulengos é um ato poético, estamos diante de um espetáculo integral, onde o público se funde com os bonecos-atores, numa composição onde o tempo, o lugar e a ação se misturam, deixando solta a imaginação dos espectadores. Sebastian Marques
Programação (todas as atividades são gratuitas)
Participem.... Sua presença é importante. Divulguem!
QUARTA FEIRA 04/11/2009
Roda de Mamulengueiros, com todos os brincantes
Local: Largo do Rosário, Centro Horário: 18:00 h
Ritual de plantio de mulungum
Local: EE Francisco Barreto Leme - Joaquim Egídio
Horário: 14h
QUINTA FEIRA 05/11/2009
10 h - Bendito os Beneditos, com Inventor de Sonhos (Campinas, SP)
Local: Praça Dom Aguinelo Rossi (em frente à igreja São Roque e São Joaquim)
A peça reúne os personagens do mamulengo Dona Quitéria, João Redondo, Sargento Bitola e o Boizinho Brincadeira para narrar boas histórias com muita música, cirandas e brincadeiras. Criação, direção e interpretação, Sebastian Marques.
15:30 h A Fantástica História do Circo Tomara que Não Chova,
com Grupo Imaginário (São Paulo, SP)
Local: Praça Dom Aguinelo Rossi (em frente à igreja São Roque e São Joaquim) Horário: Marieta e Simão são contratados para montar um circo recém chegado à cidade de Mulungu Talhado. Marieta vai pedir as terras de seu Rufino Muquirana emprestadas para montar a tenda, mas este quer impor condições e Simão não aceita. Mas Rufino é apaixonado por Marieta e acaba cedendo aos apelos da mulher. Porém, surge o Diabo e propõe um acordo com Rufino para tirar Simão de cena. Rufino aceita e Simão é mandado para o inferno, o que exigirá mais esforço de Marieta para resgatá-lo. Concepção e cenografia, Sandro Roberto; direção, Grupo Imaginário; roteiro, Otávio Bastos; atores-bonequeiros, Sandro Roberto e Otávio Bastos.
20 h O Romance do Vaqueiro Benedito, com Chico Simões (Brasília , DF)
Local: Praça Beira Rio - Sousas
O espetáculo narra a saga de Benedito, Margarida e o boi Estrela da fazenda do Capitão João Redondo em direção à cidade grande. Grávida Margarida e Benedito terão que enfrentar a perseguição do Capitão, que fará de tudo, inclusive contar com a cobra grande e outros bichos. O espetáculo conta ainda com outros personagens típicos do mamulengo, além de muita música. Concepção e interpretação de Chico Simões.
SEXTA FEIRA 06/11/2009
10h Bendito os Beneditos, com Inventor de Sonhos (Campinas, SP)
Local: Praça Dom Aguinelo Rossi (em frente à igreja São Roque e São Joaquim) Horário: A peça reúne os personagens do mamulengo Dona Quitéria, João Redondo, Sargento Bitola e o Boizinho Brincadeira para narrar boas histórias com muita música, cirandas e brincadeiras. Criação, direção e interpretação, Sebastian Marques.
15:30 h As Pelejas de Benedito com o Boi Surubim na Fazenda do Coronel Libório, com Danilo Cavalcanti (Canhotinho, PE) Local: Praça Dom Aguinelo Rossi (em frente à igreja São Roque e São Joaquim)
Com vários tipos de bonecos, mão-luva, vareta ou escultura em madeira, mostra a saga do atrapalhado personagem ao assumir a gerência da fazenda durante viagem do rico e valentão Coronel Libório, que tem no Boi Surubim o seu favorito do rebanho. Com trilha sonora própria, o espetáculo tem ainda a desejada Rosinha Boca Mole; Padre Lara Lá, apaixonado por Rosinha; Cabo 70, meio frouxo, mas metido a valentão; e a Cobra, da parte da Coisa Ruim, que come a todos exceto Benedito e Coronel Libório. Concepção, direção e manipulação, Danilo Cavalcante.
17 h Exemplos de Bastião, com Walter Cedro, Grupo Mamulengo sem Fronteiras (Taguatinga, DF)
Local: Praça Beira Rio - Sousas
Baseado na literatura de cordel, o teatro de mamulengo, onde a música surge como elemento condutor, entrelaçando um curioso enredo, Exemplos de Bastião é um espetáculo que conta à história de um palhaço de folia de reis que se mete em grandes confusões com sua burrinha Curisco, com Padre Simão Sem Cuidado, Capitão João Redondo e até mesmo com Bichos do Além, sempre trabalhando com a comunicação direta e a participação voluntária do público, que é considerado como um elemento a mais no espetáculo, podendo interferir e até determinar novos rumos para a história. Cada apresentação é uma novidade, confirmando que com maestria e graça a arte é sempre uma grata surpresa, para adultos e crianças.
20 h Bendito os Beneditos, com Inventor de Sonhos (Campinas, SP) Local: Praça Beira Rio - Sousas
A peça reúne os personagens do mamulengo Dona Quitéria, João Redondo, Sargento Bitola e o Boizinho Brincadeira para narrar boas histórias com muita música, cirandas e brincadeiras. Criação, direção e interpretação, Sebastian Marques.
21 h Lançamento da Revista \' Barraca de Mamulengos\'
Local: Associação Cultural Inventor de Sonhos – Teatro de Bonecos – Rua Valentim dos Santos Carvalho, 63 – Joaquim Egídio
Apresentação especial: Apresentação do espetáculo “Bonecrônicas”, Grupo Anima Sonho (Porto Alegre, RS) O grupo Anima Sonho foi fundado em março de 1984, pelos gêmeos Tiarajú e Ubiratan Carlos Gomes, na cidade de Porto Alegre, Brasil. Hoje o Anima Sonho apresenta a remontagem de Bonecrônicas com nova formação, mas seguindo as características e o estilo do trabalho desenvolvido em mais de vinte anos e que tem sido mostrado em muitos estados do Brasil, em países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Pequenas esquetes e números musicais compõem o espetáculo, apresentados por bonecos de luva e de manipulação direta. Direção, confecção e textos de Ubiratan e Tiarajú Carlos Gomes; Manipulação de Ubiratan Carlos Gomes e Cacá Sena; iluminação e sonorização de Graziela Saraiva.
SÁBADO 07/11/2009
11 h Simão e o Boi Pintadinho, com Valdeck de Garanhuns (São Paulo, SP)
Local: Largo da Catedral – Praça Rui Barbosa – Centro
Simão é o braço direito do fazendeiro Coronel Vicente Pompeo, que vai fazer uma grande festa na fazenda. Mas chega o Americano e quer colocar um roqueiro bem fajuto, aliás, o que detona toda a confusão. A história tem ainda entre os personagens a cobra, que faz as coisas ruins; o Dr. Damião, o Padre, Dolores, Zé Caninha. A história é conduzida pelo mestre de cerimônia Furuntreca. Concepção, direção e manipulação, Valdeck Costa de Oliveira.
DOMINGO 08/11/2009
16 h Bendito os Beneditos, com Inventor de Sonhos (Campinas, SP)
Local: Associação Cultural Inventor de Sonhos – Teatro de Bonecos – Rua Valentim dos Santos Carvalho, 63 – Joaquim Egídio
Local: Praça Beira Rio - Sousas
A peça reúne os personagens do mamulengo Dona Quitéria, João Redondo, Sargento Bitola e o Boizinho Brincadeira para narrar boas histórias com muita música, cirandas e brincadeiras. Criação, direção e interpretação, Sebastian Marques.
Atividades de Formação
11h Oficina de Construir Sonhos, com Natasha Faria – Inventor de Sonhos, Campinas – SP Atividade exclusiva a CECOIA Local: CECOIA – Centro Comunitário Irmão André – Rua 15 de novembro, 75 – Sousas - (19) 32582257 Público alvo: alunos e professores da entidade (atividade interna) A proposta é a formação da cidadania a partir do conhecimento, vivência social e pedagógica de um contexto cultural que leve em conta a memória das culturas regionais. A oficina consiste na produção e manipulação de bonecos de mamulengos. O mamulengo é uma expressão da arte popular nordestina que guarda elementos das tradições do folclore ibérico, sendo remanescente dos espetáculos da “Commédia Dell Arte”. A expressão lúdica do mamulengo consiste em articular com as mãos como quem articula a própria vida.
Dedo de Prosa com o Mestre SAUBA Presença especial do mestre Sauba, com intervenções junto a outros mamulengos. Mestre das Esculturas como a casa de farinha, a casa de escravos, a casa de lampião e dos bonecos Abras do mestre Sauba.
Roda dos Saberes – “Futuro do mamulengo no século XXI” – realizado durante o encontro entre os mamulengueiros
Contato e entrevistas sobre o encontro: Ponto de Cultura Inventor de Sonhos Rua Valentim dos Santos Carvalho, 63 – Joaquim Egídio – Campinas – SP CEP: 13.108-004 - www.inventordesonhos.com.br
Sebastian Marques: (19) 32986841 ou (19) 92099681 sebastianmamulengos@gmail.com
Coordenação: Sebastian Marques
Produção: Reginaldo Menegazzo
Realização: Associação Cultural Inventor de Sonhos
Oficina: Natasha Faria
Assessoria de Imprensa: Reginaldo Menegazzo, Sebastian Marques e Natasha Faria Agenda de todas as ações disponível nos sites: www.producaocultural.com.br
www.inventordesonhos.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mamulengo - Patrimônio Cultural

As expressões de Teatro de Bonecos: Mamulengo, Cassimiro Coco, Babau e João Redondo serão Patrimônio Cultural do pais e o Iphan finaliza o levantamento de material, no próximo mês de outubro.
A pesquisa começou ha muitos anos e foi retomada pela ABTB/ Centro UNIMA Brasil em 2007.

Leia a matéria no Diario do Nordeste , 30/08/2009

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo666554

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

GIRAMUNDO: REPRESENTAÇÕES CULTURAIS, IMAGINÁRIO E MITOLOGIA NACIONAL A PARTIR DO SACI-PERERÊ

Luciano Flávio de Oliveira: Mestrando em Teatro pela UDESC; Especialista em História da Cultura e da Arte pela FAFICH/UFMG e Bacharel em Direção Teatral pela UFOP.

RESUMO: O objetivo deste artigo é demonstrar como o Giramundo Teatro de Bonecos de Belo Horizonte apropriou-se de representações culturais e de personagens que povoam o imaginário social brasileiro e como o grupo participou da (re)criação de uma mitologia no Brasil, a partir do mito do Saci-Pererê. Para tanto, serão analisadas as representações deste mito nos seguintes espetáculos: Saci Pererê (1973), Cobra Norato (1979), A Redenção pelo Sonho (1998), Os Orixás (2001) e O Aprendiz Natural (2002).

PALAVRAS-CHAVE: Giramundo, Mitologia Nacional, Saci-Pererê.

ABSTRACT: The goal of this article is to demonstrate how the “Giramundo Teatro de Bonecos” from Belo Horizonte city, incorporated cultural representations from characters that habitate the brazilian social imagination, concurrently, the group’s participation in the recreation of a brazilian mythology, starting with the myth of “Saci-Pererê”, will be emphasized. Thus representations about the mentioned myth will be analized on the following plays: “Saci Pererê” (1973), “Cobra Norato” (1979), “A Redenção pelo Sonho” (1998), “Os Orixás” (2001) and “O Aprendiz Natural” (2002).

KEY WORDS: “Giramundo”, National mythology, “Saci-Pererê”.


INTRODUÇÃO


O desenvolvimento da imprensa e dos processos de edição gráfica nos séculos XIX e XX propiciou a multiplicação de reproduções em livros, revistas, jornais, etc., e a reprodução maciça de ícones, emblemas, lendas, símbolos e mitos que habitavam o imaginário social dos povos e comunidades há muito tempo. O cinema, a televisão e – bem mais tarde – o vídeo e a internet também ajudaram a propagar e a figurar uma infinidade de imagens. Contudo, no Brasil, o teatro – particularmente o Teatro de Formas Animadas – tornou-se um veículo ímpar para a propagação dessas indicações visuais. Nesse universo, o Giramundo Teatro de Bonecos, companhia mineira fundada em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Maria do Carmo Vivacqua, vem constituindo-se como uma das referências de representações de lendas e mitos do nosso país. Dentre essas, merece especial atenção o Saci-pererê.
No início do século XX, talvez tenha ocorrido a primeira figuração do Saci-Pererê no Brasil. Trata-se da realização de uma exposição de artes plásticas promovida pelo jornal O Estado de São Paulo, em 18 de outubro de 1917, tendo como um dos membros da comissão julgadora o escritor e intelectual Monteiro Lobato, que contribuiu sobremaneira para que o mito do Saci ganhasse status literário. Em 1918, Lobato publicou seu livro de estréia: O Saci-Pererê: resultado de um inquérito, conseqüência de uma pesquisa de opinião pública sobre o Saci, intitulada Mitologia brasílica, e, em abril de 1921, o mesmo autor lançou a obra infanto-juvenil O Saci. No ano de 1960, foi a vez de Ziraldo valer-se dessa figura em sua obra. O cartunista mineiro publicou a revista Turma do Pererê, representando o negrinho astuto em cores.
Na televisão brasileira, o Saci é figurado por quase trinta anos: a TV Tupi exibiu de 1952 a 1962 o programa infantil Sítio do Pica-pau Amarelo, baseado na obra de Monteiro Lobato, em que o Saci era um dos seus principais personagens. Depois, a TV Cultura no ano de 1964, a Rede Bandeirantes em 1967 e a Rede Globo de 1977 a 1986 também exibiram o programa. A TV Globo retomou sua exibição em 12 de outubro de 2001, fazendo isso até os dias atuais. Em 1980, esta última mostrou uma adaptação para televisão da revista de Ziraldo, e, em 1998, a Turma do Pererê foi filmada em 16 mm, tornando-se uma série de 20 episódios mostrada pela TVE. Atualmente, essa turma é exibida também na TV Cultura.
Aproveitando-se do turbilhão de representações desse mito ocorridas no século XX, o Giramundo montou e estreou, em 1973, o espetáculo Saci Pererê. Mais tarde, o negrinho malandro figuraria em mais quatro produções da companhia: Cobra Norato (1979), A Redenção pelo Sonho (1998), Os Orixás (2001) e O Aprendiz Natural (2002).
Finalmente, neste artigo analisarei iconológica e iconograficamente o mito do Saci-Pererê e das representações deste nas cinco montagens referidas. Com tais descrições, pretendo evidenciar que a companhia mineira representa um mito figurado e difundido unicamente no Brasil e que este ser mestiço pertence ao panteão mitológico do nosso país.


ORIGENS E FIGURAÇÕES DO MITO DO SACI-PERERÊ

Mito não é o mesmo que lenda. Muitos autores confundem esses termos, trazendo-os, erroneamente, como sinônimos. Para Megale (2003, p. 50), as lendas são inspiradas em fatos históricos, transformados pelo imaginário social, e referem-se geralmente a fatos reais, em torno dos quais a imaginação cria uma série de coisas irreais e até inverossímeis. Já para Câmara Cascudo (2000, p. 511) a lenda é localizável no espaço e no tempo e está ligada a um local ou à vida de um herói. Sendo assim, o mito atingiria uma área geográfica mais ampla e não seria necessariamente fixado no tempo e no espaço. Dessa forma, as lendas de Barba Ruiva, de Santo Antônio, dos cangaceiros, do pacto com o demônio e dos tesouros escondidos, diferenciam-se dos mitos de Édipo, de Aquiles e de Medusa.
Novamente para Megale (2003, p. 05), os mitos seriam narrativas fantásticas ou fabulosas, relacionadas a uma determinada cultura, crença ou religião, transmitidos por gerações dentro de uma estrutura tradicional. Eles teriam por finalidade fornecer uma explicação plausível para a origem e para o motivo das coisas, como os “fenômenos naturais e cósmicos: ciclos das estações do ano, do dia e da noite, da vegetação, da vida e da morte ... e para os fenômenos históricos” (MEGALE, 2003, loc.cit). Consequentemente, encontramos mitos relacionados às origens do homem, da flora e da fauna; mitos de destruição; mitos aquáticos, zoológicos e florestais; mitos de heróis e de salvadores; e assim por diante. Alguns deles, como o do Saci, que é conhecido no nosso país e em outras regiões do mundo, têm funções morais e didáticas.
O mito do Saci-Pererê parece ter nascido no final do século XVIII ou meados do século XIX: “Os cronistas do Brasil colonial não o mencionam” (CASCUDO, 2000, p. 794). Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras do negrinho fumador de cachimbo. Desde então, ele encontra-se profundamente enraizado no imaginário dos brasileiros. Sua história foi propagada por todo o país e pode ser notada em diversas regiões.
Existem muitas lendas em torno do Saci. Algumas tentam explicar a existência de uma só perna no pequeno ligeiro. Uma das mais interessantes diz que, antes de se tornar um Saci, um escravo teria perdido o membro lutando capoeira. Sobre o mesmo assunto, Anastasia (2002. p. 382) cita o escritor Olívio Jekupé, afirmando que uma entidade indígena foi transformada no Saci-Pererê pelos africanos que a mesclaram com Ossaim, negro de uma perna só, filho pequenino de Oxalá e Iemanjá, orixá das folhas, da magia e da cura.
Na língua guarani, o pequeno travesso recebe o nome de Kambaí e, em tupi, de Yací. O nome Saci – “o olho doente” (CASCUDO, 2002. p.127) ­– é encontrado desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul, porém o mito não é o mesmo em todas as regiões brasileiras. No Mato Grosso, existe uma variante do Saci chamado de Kilaino. Em São Paulo, ele usa um boné vermelho no lugar da carapuça e habita os brejos. Entretanto, o Saci-Pererê pequenino, de uma perna só, de pele e cabelos pretos, usando na cabeça um barrete vermelho e mágico e fumando um cachimbo, seria mais comum no folclore do Sul[1] do Brasil, não havendo, portanto, o Saci-Pererê no Norte nem no Nordeste. Já Anastasia (2002, p. 380) percebe o Saci como uma criação original do sertanejo, principalmente os de São Paulo e Minas Gerais.
O Saci – com características diferentes das representações brasileiras – encontra-se figurado em muitos outros países. Chamado de Yacy Yateré (ANASTASIA, 2002, p. 128) no Paraguai e na Argentina, é, muitas vezes, encontrado como um anãozinho vermelho de duas pernas, nu, de cabelos dourados (em alguns momentos com barba), usando um chapéu de palha na cabeça e trazendo uma varinha mágica ou bastão de ouro em suas mãos.
Em muito estas representações lembram o nosso Saci, porém nenhuma delas é tão parecida quanto a do Fradinho da Mão Furada português, que, além da carapuça vermelha e a mão furada, tem um jeito peculiar de invadir os quartos: ele entra pelo buraco da fechadura da porta e escarrancha-se em cima das pessoas que dormem com a barriga para cima, provocando nelas enormes pesadelos. O Saci brasileiro, além de causar pesadelos nos dorminhocos, adora revirar as gavetas dos armários e guarda-roupas. Por fim, Cascudo (2002, p. 131) refere-se a Elfos, Gobelins, Lamias, Pulpicans, Trolls, etc., todos eles seres míticos europeus que possuem características ou comportamentos semelhantes ao esperto e misterioso Saci-Pererê.
Ser mestiço habitante das florestas, dos redemoinhos e das margens dos rios, nascido em “sacizeiros” (LOBATO, 2005, p. 18), inimigo do sol e filho das trevas, originário de lendas indígenas, principalmente dos Tupis-Guaranis, misturadas com crendices e superstições africanas e mitos europeus, o Saci não é bom, nem mau[2]. O mito pode ser interpretado também como o senhor das matas, principalmente do Sertão, como curandeiro e como símbolo da liberdade, por portar uma carapuça vermelha semelhante ao Pileus romano, que, na Roma Antiga, identificava os escravos livres.
Não há nada impossível para os Sacis. Conforme ele mesmo nos conta, eles são gerados por sete anos dentro de gomos de taquaraçus e, lá dentro, já estão de pitinho aceso na boca e carapucinha na cabeça. Já nascem sabendo e têm o instinto de tudo. Vivem justos setenta e sete anos. “Alcançando essa idade, viramos cogumelos venenosos, ou orelhas-de-pau” (LOBATO, 2005, p. 20). Ainda não bastando, o Saci também se acha adivinho, “enxergador” e “escutador” de tudo, como é o caso do espetáculo A Redenção pelo Sonho.
Finalmente, para o Tio Barnabé do Sítio do Pica-pau Amarelo exéste [sic] Saci. Ele,

“é um diabinho de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte e atropelando quanta criatura existe. (...) [Ele] azeda o leite, quebra a ponta das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra riba para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles” (LOBATO, 2005, p. 14).


REPRESENTAÇÕES DO SACI PELO GIRAMUNDO TEATRO DE BONECOS

Descritas as representações do Saci que mais se difundiram, cabe agora discutir as questões propriamente relacionadas às figurações desse mito concebidas pelo Giramundo.

Todos os Sacis figurados nos espetáculos deste grupo são pequeninos, negros, só têm a perna esquerda, estão nus e adoram pitar fumo num cachimbinho. Quatro deles trazem uma carapuça vermelha e nenhum tem as mãos furadas como o Fradinho português. As dimensões dos bonecos, as suas expressões faciais e as suas técnicas de manipulação podem variar de acordo com a finalidade da personagem nas peças. Na encenação de O Aprendiz Natural, por exemplo, o Saci é uma marionete[3] e tem cerca de quinze centímetros. Já em Cobra Norato e em Os Orixás, os Sacis medem entre 45 e 50 centímetros e são bonecos de balcão[4].

Raimundo Bento, marionetista e manipulador do Giramundo desde 2001, afirma que “as técnicas de fios e de balcão propiciam agilidade e rapidez de movimento aos personagens Sacis”[5], fazendo com que suas figurações aproximem-se da representação do Saci-Pererê imaginada popularmente, ou seja, moleque, rápido e super ativo.

Uma das filosofias de trabalho do Giramundo é a valorização e preservação das culturas populares e do folclore brasileiro, como podemos notar nas montagens que trazem figurações das cerâmicas Marajoaras do Norte do Brasil, do teatro de bonecos do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais e dos Mamulengos de Pernambuco. Álvaro Apocalypse sempre tentou inserir estes elementos na concepção artística dos espetáculos, na dramaturgia e nas formas dos bonecos do grupo. Ele, assim como os modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922, buscava as cores brasileiras, ou seja, a “brasilidade”, e o que seria uma manifestação cultural “genuína” do nosso país.

Nesse sentido, Álvaro Apocalypse e Maria do Carmo Vivacqua Martins, a Madu, escreveram, em 1973, o texto Pedro Malasartes e o Saci, obra que gerou, no mesmo ano, a montagem teatral Saci Pererê. Este espetáculo narra, mais ou menos assim, por meio de mineiridades[6], uma história do sertão mineiro: um casal de fazendeiros idosos – Dona Filó e Seu Quim – levava uma vida boa e humilde, um modo de viver “típico” das cidades e vilas do interior de Minas. Eles tinham um burrinho chamado Mimoso, uma cabra – Branca de Neve –, e uma galinha botadeira. Tinham também queijo de leite de cabra, que era levado junto aos ovos para serem vendidos na feira. Até que um dia aparece o Saci exigindo coisas:

“Saci (pulando): Saci pererê qué comê
Saci pererê qué pulá
Saci pererê qué bebê
Saci pererê que fumá
Saci pererê qué café
(bate na porta) Dona Filó, Saci qué comê
Filó: Cruz credo. É o saci, Quim. (...) Sai moleque à-toa, não tem café não. Vai embora.
Saci: Tem não? Filomena, seu sobrenome é Filó unha de fome
Filomena seu sobrenome é Filó unha de fome” (APOCALYPSE, 1973, p.04).


O danadinho do Saci insiste em pedir: ele quer pinga, quer brasa para acender seu pito, quer fumo de rolo. Ele inferniza a vida do senhor Quim e da dona Filó, que se recusam a lhe dar o que pede, deixando-o do lado de fora. Então o Saci vinga-se dos dois, gritando e assoviando nos ouvidos dos bichos, afugentando-os. O casal, sem os seus preciosos animais, fica triste e arruinado. Aparece, então, o esperto e guloso Pedro Malasartes que engana o Saci, prendendo-o numa garrafa. Depois de muita negociação, o Saci faz voltar os bichos e é libertado; Malasartes, porém, o obriga a carregar sua bagagem, sob pena de batismo pelo padre da cidade.

Saci Pererê foi a terceira montagem do Giramundo e a primeira a abordar temas brasileiros. Nesta peça, O Saci tem sotaque e expressões lingüísticas mineiros e um largo sorriso sem dentes, como que para expressar os qüiproquós cômicos que ele gosta de aprontar. De acordo com Angelita Angélica[7], ele é um menininho de uma perna só, com mais ou menos 60 cm de altura e manipulado por vara.

Ainda fiel à intenção de recriar uma arte de cunho “nacionalista”, Apocalypse recorre mais uma vez ao Movimento Modernista de 1922 e cria Cobra Norato (1979), espetáculo baseado no homônimo de Raul Bopp. Esta é a encenação mais renomada do Giramundo, a mais premiada e considerada um marco na história do teatro de bonecos do Brasil, ocorrendo nela a introdução de motivos africanos e indígenas. Assim, são várias as intenções da peça: produzir um espetáculo de bonecos essencialmente brasileiro, comemorar os 50 anos do Manifesto Antropofágico[8] e homenagear o autor do Rio Grande do Sul. O grupo, segundo Apocalypse[9], trabalhou com uma “forma nacional”, ou seja, formas simples e indígenas, com bonecos de origens brasileiras. O ritmo do espetáculo, segundo ele, possui uma “brasilidade”, e a manipulação dos bonecos é quase perfeita.

Herói e narrador, Cobra Norato é um boneco índio e representa o próprio poeta, que, vestido de pele de cobra, sai correndo pelo mundo em busca da Filha da Rainha Luzia, que é um boneco de traços europeus. Norato sai do Fundo da Floresta Amazônica, com seu companheiro de andanças, o Tatu[10] e se dirige a Belém do Pará. O sentido dessa viagem parece ser a saída da selva para a entrada na civilização. Notamos também a confluência das três etnias que dão origem à mestiçagem dos brasileiros: o índio, o europeu e o africano.

Mestiço, o Saci aparece bem rapidamente neste espetáculo. Ele não tem falas. Sua função na peça seria a de representar o mito dentro do folclore da região norte do Brasil e a mistura de etnias, como podemos notar na composição do boneco: ele utiliza um lenço vermelho (europeu?) no lugar do tradicional barrete e traz, no pescoço, um denso colar amarelo (africano?). Norato, em sua saga, necessitando atravessar a floresta, pede licença ao Curupira[11], deixando-lhe um pedaço de fumo. Então, quem surge rapidinho para pegar a oferenda é o esperto do Saci-Pererê. Em Cobra Norato, o Saci é robusto, lembrando um adulto baixinho. Suas características físicas parecem fazer dele o mais africano de todos os Sacis do Giramundo. O seu rosto possui traços semelhantes a algumas máscaras ritualísticas africanas[12].

Outra montagem do grupo mineiro é A Redenção pelo Sonho, ópera de câmara em um ato produzida em 1998 por Sérgio Escamilla. A música, libreto e regência é do compositor, pianista, arranjador e autor teatral Tim Rescala. A narrativa se passa no dia da morte de Monteiro Lobato, 4 de julho de 1948, e é uma homenagem a ele. A história narra partes da vida do escritor modernista e nacionalista, que recuperou costumes da roça, lendas e mitos do nosso folclore, criando personagens ligados à cultura popular brasileira: Visconde de Sabugosa, Emília, Dona Benta, Tia Nastácia, Marquês de Rabicó, Quindim, Rinoceronte, Jeca Tatu e, claro, o Saci-Pererê.

Vamos à narrativa: em sua mesa de trabalho, Monteiro Lobato responde a uma carta de um amigo. Como que voltando no tempo, ele passa sua história a limpo, travando com os demais personagens as discussões que promoveu em vida com tanto empenho e paixão, tendo o Brasil como principal referência. Suas criações, como o Saci, quando se consideram injustiçadas pelos casos contados por seu criador, brigam com ele, apresentando-lhe outro ponto de vista sobre a obra e a vida dele. Nessa, o ficcional, a cultura popular e o imaginário contemporâneo confundem-se a todo o momento.

Esperto, convencido e sem modéstia, o Saci-Pererê aparece para seu patrãozinho –dessa maneira referia-se àquele que o criou – para lembrá-lo do quanto o patrão o ama, e também para dizer-lhe que ele é uma das suas mais importantes invenções. Daí surge o Visconde de Sabugosa, para pegar o desaforado com uma rede:

“Visconde de Sabugosa: Chega, Saci, sai já daí. Deixa o mestre em paz.
Saci: Esse espigão não larga do meu pé. Ainda bem que eu só tenho um.
Visconde: Essa assombração vive só pra perturbar, sempre espalhando a desordem em qualquer lugar que vá.
(...) Saci: Mentira, é só intriga. Esse sabugo invejoso não suporta que o patrão goste mais de mim (...)” (RESCALA, 1998, p.16).



Sabugosa continua a perseguir o desordeiro “gorador de editoras”. Saci havia gorado nada menos que quatro editoras do seu patrão. Lobato incentiva o sabugo de milho a retirar a carapuça do moleque, que, assim, iria fraquejar. Sem medir esforços, o Visconde de Sabugosa consegue prender o Saci numa peneira.

Essa mini-ópera sugere um Saci representante da “desordem” brasileira. Ele possui apenas quatro dedos nas mãos e dois dentinhos à mostra. Seus olhos, estilizados, são quase que orientais. Lábios grandes e grossos caracterizam um grande falador. Suas orelhas pontiagudas, parecidas com as dos Gnomos dos contos europeus, remetem-nos à figura de um Saci atento, astuto, pronto à prática filosófica.

Em Os Orixás – montagem de 2001 com texto, cenografia e concepção original de Álvaro Apocalypse –, o Giramundo leva para a cena questões religiosas e mitológicas da cultura ioruba: lendas, ritos e mitos que vieram com os negros africanos para o Brasil e a contribuição religiosa dos escravos para a formação da cultura brasileira – miscigenação cultural. Conforme Angelita Angélica, na entrevista mencionada, esta seria uma das preocupações do grupo: trabalhar sempre com a questão da nossa formação cultural.

Para essa montagem, Apocalypse apropriou-se de alguns orixás do panteão africano, como Exu, Iemanjá, Katendé, Iogum Edé, Oxalá, Oxóssi e Xangô. A obra não objetiva a retratação do mito do Saci e, cenicamente, ele não representa nenhuma entidade religiosa. Nesta, ele funciona como um simples ajudante de um orixá que trabalha com ervas; é portanto, apenas um auxiliar que surge para buscar e entregar algumas folhas e chás para a entidade. Seu aparecimento é muito rápido, inclusive não tendo nenhuma fala. Seu nome é Aroni, de origem ioruba, talvez por representar alguma aproximação de um ente africano com o Saci brasileiro. Daí poderíamos fazer uma analogia de sua figura com o Exu, orixá de grande importância na trama do Giramundo. Conforme Anastasia (2002, p. 383) o Saci-Pererê tem muito do senhor dos caminhos africano, que, na África, era associado por algumas tribos à imagem de um menino irresponsável que se divertia aprontando toda sorte de confusões. No Brasil, essa entidade protetora das encruzilhadas foi demonizada pelos jesuítas. Daí, muitas vezes advém o fato de o Saci ser adjetivado como um demônio cheirando a enxofre.
Nesse espetáculo, além do Aroni, são figurados diversos personagens: entidades religiosas, dançarinas, baianas, crianças, adultos, animais aquáticos e terrestres. O Saci aparenta ser um adulto de proporções reduzidas, um baixinho – com cerca de 45 centímetros –, uma espécie de Peter Pan que se recusa a crescer, sendo, pois, menor que os outros bonecos da montagem. Sua expressão facial recorda a figura de um bêbado melancólico em busca do seu ponto de equilíbrio; seu rosto fino, pontiagudo e maquiado traz uma boca com lábios vermelhos e carnudos e alguns dentes estragados. Sua barriga é um pouco avantajada. Finalmente, Aroní é manipulado pela técnica de balcão.

Por último, em O Aprendiz Natural (2002), o Saci é um ser mágico, guardião da floresta, com fins didáticos, educativos e moralista. Raimundo Bento, na dublagem deste personagem, tentou não demonstrar nenhuma expressão regional por meio da partitura vocal do molequinho, buscando uma neutralidade de espaço e tempo para a criação do mesmo. O Saci é uma personagem do bem, que dá uma lição no Homem Mau, destruidor das florestas e do meio ambiente. Ele faz uma espécie de mágica, mudando o caráter do antagonista e os rumos da história, fazendo com que a figura sombria e temível do malvado passe a defender a natureza. Tudo que ele destruiu será mais tarde reconstruído: o perverso devasta as plantas, corta as árvores e, depois da lição do negrinho, resolve plantar tudo novamente.

Nesta montagem, a bicharada da floresta revolta-se contra as destruições do sujeito mal-intencionado. Então, o Tatu tem um plano. O devastador das matas e desestabilizador da harmonia entre os bichos recebe uma lembrança com os seguintes dizeres: “Este presente é para o Homem Mau, que pensa que estragar é coisa normal. Receba esta linda lembrança da mamãe Natureza e dos bichos daqui, bastante pó-de-mico e um lindo Saci” (TAVARES, s.d., p. 40). De repente, surge um grande redemoinho levantando as folhas que estavam no chão. Aparece o Saci:

“Homem Mau: Pelo amor de Deus, quem tá aí?
Saci: Sou eu, o seu Saci. Vim te dar uma lição!
(...) E a rodear numa perna só, o negrinho com cachimbo e chapéu vermelho, cantava uma canção hipnótica que deixou o Homem Mau estirado no chão, duro feito um pau” (Id., ibid. p. 45).

Então, o Saci faz um encantamento:

“Primeiro o pó-de-mico e boa educação. Com pozinho eu enfeitiço e te mudo a direção! De hoje em diante conserte o que estragou, os bichos machucados e as flores que arrancou. Desfazer esta lambança será sua obrigação, porque lixo espalhado é contra a evolução”(Id., ibid. p. 46. Grifo meu.).


Finalmente, o Saci foi colocado em O Aprendiz Natural como um ente mágico da floresta que promove o equilíbrio do ecossistema, ajudando os animais a resolverem os seus problemas. Podemos interpretá-lo também como um ser gentil e “evoluído”, residente num bosque de uma “nação civilizada” e rica em recursos e belezas naturais. Fisicamente, essa entidade não se difere muito das outras representações do mito nos espetáculos do Giramundo. Aqui, como já foi mencionado, o Saci é uma marionete, ou seja, manipulado pela técnica de fios. Por esse motivo, ele é menor, medindo cerca de 15 centímetros, e precisou ser construído com materiais mais leves, sendo, por isso, um boneco mais frágil. Sua iconografia pode ser assim descrita: olhos pretos e arredondados, nariz grande e retangular, braços finos, mãos com apenas quatro dedos e perna única bastante forte. Aliás, esta é uma característica recorrente em suas figurações pela companhia mineira, haja vista a necessidade de sustentação de um corpo dinâmico e pronto ao movimento. As bochechas rosadas sugerem um garoto saudável, resistente e vistoso. Este nos recorda um cidadão brasileiro civilizado, nobre, sensato, cuidadoso, sagaz, feliz, desenvolvido física, intelectual e moralmente, e que luta pela liberdade e pela democracia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

No Brasil, as constantes representações do mito do Saci-Pererê ajudaram a propagar maciçamente a sua imagem e a fixá-lo no imaginário social.

O Giramundo Teatro de Bonecos, desde sua fundação em 1970, vem percorrendo com seus espetáculos vários estados, cidades, distritos e vilas do país auxiliando na divulgação, na (re)criação e consolidação de uma mitologia nacional a partir da representação de mitos como, os do Saci-Pererê, Curupira, Mãe d’Água e Mula-sem-Cabeça.

Pretendendo valorizar e difundir a nossa cultura, principalmente a popular, esta companhia sempre tentou traduzir para os espectadores valores e categorias como nacionalismo, organização, civilidade, identidade cultural, brasilidade, e o que seria uma manifestação cultural genuinamente mineira e brasileira. Além disso, passados mais de 30 anos de sua origem e a encenação de 33 espetáculos (muitos deles com representações da flora, da fauna, de lendas e de mitos brasileiros), podemos dizer que os artistas sucessores de Álvaro, Terezinha e Madu ainda zelam por esses objetivos.

Em relação ao mito do Saci-Pererê, muitas vezes socialmente interpretado como sendo um demônio cheirando a enxofre, um vampiro ou um ser assustador de crianças e de tropeiros, o pequeno mestiço senhor das matas se assemelha mais a uma criança ingênua e brincalhona ou a um pequeno adulto improvisador de situações. O que sabemos ao certo é que não existe nada impossível para ele: fazer curas; adivinhar coisas; andar livremente pelas matas, rotas e estradas; transformar-se em pássaros; ficar invisível; pitar um cachimbo; e até mesmo proteger os bichos ou as pessoas. Tudo depende dele e tão somente dele, dos seus desejos e interesses, evidentemente. Intelectual, filósofo, mágico ou misterioso, figurado em livros, cinema ou teatro, o Saci, com a iconografia que foi descrita neste artigo, parece ser única e exclusivamente – resguardadas as suas influências – fruto da criação e do riquíssimo poder imaginativo dos brasileiros.

Por fim, no sentido figurado, podemos também interpretar os Sacis do Giramundo como representantes e organizadores dos conflitos gerados pelas instabilidades dos ecossistemas, pelas dificuldades econômicas, políticas e sociais em que vivem as personagens que com eles se relacionam – fazendo-se aí um paralelo com a situação brasileira contemporânea –, e como habitantes de um Brasil vasto, belo, livre, democrático e civilizado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARAL, Ana Maria. Teatro de Formas Animadas: Máscaras, Bonecos, Objetos. 3. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.

ANASTASIA, Carla Maria Junho. Saci-Pererê: uma alegoria mestiça do sertão. In: PAIVA, E. F. ANASTASIA; C. M. J. (orgs.) O Trabalho Mestiço: Maneiras de Pensar e Formas de Viver – Séculos XVI a XIX. São Paulo: Annablume: PPGH/UFMG, 2002.

APOCALYPSE, Álvaro; MARTINS, Maria do Carmo Vivacqua. Pedro Malasartes e o Saci. (Texto datilografado). Giramundo Teatro de Bonecos. Belo Horizonte: Arquivos do Museu Giramundo, 1973.

BACZKO, Bronislaw. Imaginação Social. In: Enciclopédia Einaudi. Antropos-Homem. (trad. port.) Vila da Maia, Portugal: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985, v.5.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 10. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000.
___________________________ Geografia dos Mitos Brasileiros. 2. ed. São Paulo: Global, 2002.
___________________________ Superstição no Brasil. São Paulo­: Global, 2002.

CAPRETINI, G.P. Imagem. In: Enciclopédia Einaudi. Vila da Maia, Portugal: Imprensa Nacional–Casa da Moeda, 19--, v. 31. Signo. p. 177-199.

JULIEN, Nadia. Dicionário Rideel de Mitologia. 1. ed. São Paulo: Rideel, 2005.

LOBATO, Monteiro. O Saci. 56. ed. São Paulo: Brasiliense, 2005.

MEGALE, Nilza Botelho. Folclore Brasileiro. 4. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2003.

PAIVA, Eduardo França. História & Imagens. Coleção História &... Reflexões. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História Cultural. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

RESCALA, Tim. A Redenção pelo Sonho. Giramundo Teatro de Bonecos. São Paulo, 1998. Obra datilografada disponível nos arquivos do Museu Giramundo, 2007. 27 p.

Revista de Antropofagia. Reedição da Revista Literária publicada em São Paulo – 1ª e 2ª “Dentições” – 1928-1929. São Paulo: CLY – Cia. Lithographica Ypiranga, 1976.

TAVARES, Ulisses. In: Coleção Mini Teatro Ecológico: O Aprendiz Natural. Belo Horizonte: Editora Giramundo, s.d.

_____________
NOTAS

[1] Neste caso, a referência de Câmara Cascudo ao sul do Brasil parece incluir os estados das regiões Sudeste, Centro-oeste e Sul.
[2] No Giramundo, no espetáculo Saci Pererê o Saci é malvado, porém, em O Aprendiz Natural ele é o protetor das florestas.
4 Marionetes são bonecos articulados manipulados por fios.
5 Bonecos de balcão são manipulados sobre uma superfície plana. No Giramundo, eles geralmente são manipulados através de uma vara no braço esquerdo e de uma alavanca nas costas que propicia movimentos de cabeça, boca e olhos.
6 BENTO, Raimundo. Raimundo Bento: inédito. Belo Horizonte: Escola Giramundo, 04 out. 2007. 1 fita MINI-DV (45 min). Entrevista concedida a Luciano Flávio de Oliveira.
[6] Megale (2003, p. 152) diz que a mineiridade seria a maneira especial de pensar, sentir e agir da população das “Alterosas” (Minas Gerais).
[7] TEIXEIRA, Angelita Angélica Matos. Angelita Angélica Matos Teixeira: inédito. Belo Horizonte, Museu Giramundo. 04 out. 2007. 1 fita MINI-DV (45 min). Entrevista concedida a Luciano Flávio de Oliveira. Angelita, na época, era monitora do Museu Giramundo, auxiliar de restauração de bonecos e do arquivo de Álvaro Apocalypse.
[8] O Manifesto Antropofágico foi escrito por Oswald de Andrade e publicado em maio de 1928 no 1º número da Revista de Antropofagia.
[9] Cf. o depoimento de Álvaro Apocalypse no site http://www.giramundo.org/teatro/cobra.html.
[10] Quando o Tatu deixa o seu casco, representa um boneco africano.
[11] Conforme Câmara Cascudo, o Saci, em sua subida para o norte do Brasil, foi assimilando os elementos que pertenciam ao Curupira, como, por exemplo, parar a perseguição a alguém para desatar nós. (CASCUDO, 2002, p. 133).
[12] Aliás, essa característica aparece também nos rostos dos Sacis de A Redenção pelo Sonho e Os Orixás.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FESTIVAL

II Festival Nacional de Teatro Infantil de
Feira de Santana

Inscrições e informações:
www.ciacucadeteatro.com.br

A/c Elizete Destéffani
(75) 9933- 57 85
Cia Cuca de Teatro

domingo, 9 de agosto de 2009

La Hoja del Titiritero / A Folha do Titeriteiro /Titereiro

LEIA !!

La Hoja del Titiritero, boletim informativo da
Comissão para América Latina de UNIMA.

Com materia especial sobre Javier Villafañe e
Noticias do mundo dos bonecos.

http://www.takey.com/hojacal.htm

Bibliografia

Parabéns à ABTB - Centro UNIMA Brasil e sua Diretoria, por esta iniciativa.

Gostaria de contribuir com a Bibliografia de Bonecos Populares no Brasil.

"O Fim de um Símbolo- Theatro João Minhoca- Companhia Authomatica"
de Susanita Freire- Ed. Bonecos em Ação / Achiamé- RJ - Ano 2000

LONGA VIDA AOS BONECOS -

caderno G - Gazeta do Povo

Domingo, 09/08/2009

Fotos: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Fotos: Albari Rosa/Gazeta do Povo / Marcelo Santos, Tadica Veiga, Jorge Miyashiro,  Luiz Reikdal, Joelson Cruz, Renato Perré, Olga Romero e Tina de Souza: artistas unem esforços para garantir a continuidade do teatro de bonecos paranaense Marcelo Santos, Tadica Veiga, Jorge Miyashiro, Luiz Reikdal, Joelson Cruz, Renato Perré, Olga Romero e Tina de Souza: artistas unem esforços para garantir a continuidade do teatro de bonecos paranaense
Teatro

Longa vida aos bonecos

Bonequeiros chamam atenção para a valorização de sua arte, apreensivos pela crise que quase cancelou o Festival Espetacular

Publicado em 09/08/2009 | Luciana Romagnolli

A arte bonequeira merece posição destacada na programação infantil e adulta dos principais festivais internacionais de teatro do país.Em Minas Gerais, por exemplo, tão forte quanto o FIT BH, bienal, é o Festival Inter­na­cional de Bo­­necos, repetido a cada ano desde 2000.

Enquanto isso, Curitiba sedia um encontro ainda mais tradicional. O Festival Espetacular de Teatro de Bonecos tem atraído as mais va­­ri­­adas formas animadas à cidade há quase duas décadas. Neste ano, contudo, por pouco não acon­­teceu.

Sesi Bonecos termina em Brasília

O circuito de festivais brasileiros específicos de teatro de bonecos é amplo. Em junho, por exemplo, acontecem as mostras internacionais de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e a de Canela, no Rio Grande do Sul. Em julho é a vez dos bonequeiros migrarem para Curitiba, atraídos pelo Festival Espetacular. Agora em agosto as atenções se voltam à Brasília, o primeiro ponto de parada do 7º Sesi Bonecos do Mundo. Um festival itinerante bastante expressivo na cena nacional, e que, ainda neste ano, vai aportar em cidades como Palmas, Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Representantes

A edição do Sesi Bonecos em Brasília foi iniciada na terça-feira passada e se encerra hoje, quando acontecem nove apresentações gratuitas de espetáculos brasileiros e estrangeiros na capital do país.

Entre as atrações convidadas pela mostra, desta vez, estão os chineses da companhia de teatro de sombras Tangshan Chinese Shadow Puppet, melhores do mundo na técnica originada nos tempos da Dinastia Ming. E mais o norte-americano Phillip Huber, da The Huber Marionettes; e a companhia de Jordi Bertrán, que marcaram passagem por Curitiba no passado.

A produção brasileira é representada por grupos de relevo, como o paulista XPTO, em atividade há 25 anos, e o mineiro Giramundo.

Serviço

Na internet: www.sesibonecos.com.br/2009

 / Perré, presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTA) Ampliar imagem

Perré, presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTA)

Abalados ainda pela incerteza que rondou a última edição, realizada de modo independente em julho, os artistas estão unindo forças. Oito deles se en­­­contraram com a reportagem da Gazeta do Povo, durante a semana passada, em frente ao Teatro Guaíra, trazendo nas mochilas as criaturas pelas quais batalham. O discurso, uníssono, pe­­­de a valorização do teatro de bonecos paranaense, que anda carente de apoio.

Renato Perré, presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTA), e Joelson Cruz, que ocupa o cargo correspondente no núcleo estadual (APRTB), encabeçam a campanha para que o Festival Espe­­tacular passe a integrar o calendário oficial da cidade e do estado, com orçamento previsto.

Até o fim dos anos 1980, Curi­­tiba abrigava um festival de bone­­cos de amplitude nacional, promovido pela ABTA. Desde 1991, a Associação Paranaense passou a organizar o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos. O novo evento expandiu a programação atraindo não somente paranaenses e brasileiros, mas estrangeiros de renome.

Nas edições inaugurais, ficou restrito aos participantes do sul do país. Em 1993, já tinha como convidados espetáculos argentinos e chilenos. A prospecção se ampliou gradualmente, trazendo expoentes internacionais como o especialista catalão em bonecos de fio Jordi Bertrán e o americano The Huber Mario­­net­­tes (visto no filme Quero Ser John Malkovich). Nos últimos anos, a participação de estrangeiros di­­minuiu até cessar.

Aquém

O festival é financiado pela Lei Rouanet. O orçamento proposto gira em torno dos R$ 500 mil, mas a captação final fica aquém todo ano. A responsabilidade pela proposição e arrecadação está a cargo do Centro Cultural Teatro Guaíra.

Em edições anteriores, segundo a produtora do Teatro Guaíra, Bia Reiner, a Secretaria Estadual da Cultura, à qual o teatro é vinculado, investiu diretamente para aumentar os recursos disponíveis para a realização do festival – sem alcançar, porém, o valor inicial orçado.

A aprovação pela lei nacional veio como de costume este ano. O processo, no entanto, emperrou na arrecadação de recursos com as empresas privadas. “O Guaíra nos avisou que não havia captado nada em maio”, diz Perré. Não havia mais tempo hábil para firmar alternativas de patrocínio.

Segundo Reiner, os patrocinadores frequentes (como a Peró­­xido do Brasil, a Sal Diana, e a Munters do Brasil, que custearam no ano passado) se retiraram com a justificativa da crise. O Guaíra reagiu com uma proposta de redução do evento, que seria financiado por dinheiro cortado do Teatro para o Povo e recebido de locações do espaço para formaturas. “Era uma quantia pequena”, afirma a produtora, sem revelar o valor.

Perré fala em R$ 50 mil, sendo que R$ 8 mil seriam destinados aos artistas locais. “Era uma versão reduzida demais que privilegiava quem vinha de fora”, analisa o presidente da ABTA. A ne­­gociação não avançou.

“Diante disso, resolvemos fazer uma edição especial com a garra dos bonequeiros, sem cachê”, conta Perré. “Fizemos mais de 30 apresentações, o Guaíra cedeu os espaços, mas não forneceu equipe nem equipamento.”

Com a saída de improviso, a tradição não foi interrompida, mas os bonequeiros continuam apreensivos. Comparam com a realidade de Belo Horizonte, onde o evento de animação segue vistoso: “O festival de Curi­­tiba foi o primeiro, mas fi­­cou sem fôlego. Em Minas Gerais, a captação com o empresariado é feita via lei estadual também. Nós não temos lei estadual de incentivo à cultura”, diz Perré.

A preocupação do grupo não se restringe ao futuro do festival. Respinga sobre toda a atividade. “Piorou muito a situação para o teatro de bonecos nesta gestão do governo estadual, o contexto é de declínio geral”, diz o presidente da ABTA. Em reação, os bonequeiros criaram um abaixo-assinado para garantir a continuidade do evento e o desenvolvimento da arte.

A produção do Guaíra informa estar tomando providências para o próximo ano. “Estou tentando a parceria da Pe­­trobras. Somos o único festival não apoiado”, diz Reiner, que também vem recorrendo a editais como o da Caixa e da Fu­­narte.

O movimento bonequeiro busca apoio também da Funda­­ção Cultural de Curitiba. Os artistas pleiteiam ainda a criação de incentivos específicos para o teatro do gênero. Na quinta-feira, a FCC divulgou o lançamento do edital Teatro de Formas Anima­­das 2009, que atenderá a seis projetos. Uma parcela dos 50 bonequeiros em atividade no estado, associados à APRTB.

Serviço

Na internet: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4686

FESTIVAL ESPETACULAR DE TEATRO DE BONECOS programação 2009


EDIÇÃO ESPECIAL 2009

A Associação Paranaense de Teatro de Bonecos convida a todos para prestigiarem a programação que fizemos com muito carinho para todos vocês!!!
Começando dia 11 de julho até dia 19 de julho, com espetáculos em diversos locais, como: na Praça Santos Andrade, no Teatro Guaíra, no Teatro Cleon Jacques, no Teatro Dr. Botica, na Biblioteca Pública do Paraná, nas ruas de Curitiba, na região Metropolitana e outras cidades paranaenses!!! Confira nossa programação!!!
Saudações bonequeiras a todos!!!

Dia 11 de julho às 12h, acontecerá o desfile de abertura do FESTIVAL ESPETACULAR DE TEATRO DE BONECOS, o cortejo sairá da praça Santos Andrade e seguirá pela Rua XV de novembro até a Praça Osório. Participe!!!!

12 de Julho - Domingo

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo: Maria das Cores
Espetáculo Infantil
Maria é uma mulher que coleciona cores de todos os tipos e tonalidades. E foi para encher ainda mais sua bolsa de cores que ela veio da Argentina para o Brasil. Numa tempestade, Maria perde a bolsa de cores e sua vida fica toda em preto e branco. Para recuperar sua bolsa dá início a uma aventura cheia de fantasias e surpresas em sua busca pelas cores.
Com interpretação de Olga Romero o espetáculo encanta qualquer criança e leva os adultos a uma viagem de volta à infância.

Ficha Técnica:

Grupo Merengue
Curitiba - Paraná
Duração: 50 minutos
Roteiro, Direção e Interpretação: Olga Romero
Confecção de Bonecos e Sombra: Marilda Kobachuk, Bernardo Grillo, Olga Romero
Cenografia, figurino, maquiagem: Olga Romero
Música: Vivaldiana – Grupo Viento Sur
Fotografia, Sonoplastia e Iluminação: Bernardo Grillo
Contato: APRTB Olga Romero email: olgamerengue@yahoo.com.br




Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:19h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: Tropeço
Espetáculo Adulto

Mini- auditório do Teatro Guaíra
Tropeço quer dar vida ao simples. Sobre uma mesa com pequenos objetos, dois atores manipuladores e suas mãos dão vida a duas personagens: duas velhas que moram juntas. A peça mostra a solidão e as pequenas ações costumeiras da velhice, mas também um universo de sutileza e extravagância, poesia e comicidade em mãos que andam, dançam, bebem, respiram, riem e choram.
Ficha Técnica
Cia. Tato Criação Cênica
Curitiba – Paraná
Linguagem: teatro de animação
Duração: 35 minutos
Iluminação: velas
Classificação: livre
Concepção e atuação: Katiane Negrão e Dico Ferreira
Colaboração dramatúrgica: Juliana Capilé
Produção e Figurino: Luciana Falcon
Contato: APRTB Luciana Falcon email: tixatravel@hotmail.com

Dia 13 de julho Segunda-feira

Local: Praça Santos Andrade Em frente as escadarias da UFPR
Horário:12h
Ingressos: Gratuito


Espetáculo: O grande circo Trapizonga
Espetáculo Livre


A história se passa num dia de domingo em que o personagem compadre Pereirinha está sentado ao lado do fogãi de lenha em busca de relembrar "causos". Ele, então, começa a narrar a vida de seu filho Lambari da Silva, que depois de ter conhecido o circo não consegue tirá-lo da cabeça, sonhando em ser um dia grande artista dos picadeiros.


Ficha Técnica:


Cia Calçada di Versus
Curitiba - Paraná
Interpretação e Manipulação: Ruben Carvalho da Silva ( Cauê)

Duração: 50 minutos
Técnica: Fios

Contato: APRTB Ruben Cauê email: cauetiteres@yahoo.com.br


Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: A mala e os cartões


Uma mala todos conhecem,
Tem mala de todos os tipos,
e são usadas para muitas finalidades.
Pode-se guardar roupas, lembranças,
recordações do passado....
Na mala o bonequeiro guarda
bonecos, poesias, emoções,
sonhos e fantasias de muitas histórias.
A mala e os cartões
são muitas histórias que são
organizadas em cartões
Daí o nome do espetáculo.
Uma mala, 15 bonecos, 10 histórias,
10 cartões, que numerados para que a platéia
possa escolher qual a história que quer assistir.


Ficha Técnica:

Grupo: Faz de Conta

Curitiba -Paraná

Concepção e manipulação

ODÍLIO MALHEIROS

dia 14 de julho Terça-feira

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:11h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: "Menino, vou te contá...!!"

Uma viagem musical pelo folclore paranaense, onde podemos encontrar o fandango, o Boi-de-mamão, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela e cantigas populares. Destinado a crianças de todas e adolescentes, objetiva resgatar a incitar a cultura popular do Paraná.


Ficha Técnica

Cia Manoel Kobachuk

Curitiba- Paraná

Criação: Manoel Kobachuk.

Com Alejandro Dominguez e Bernardo Kobachuk.

Contato: APRTB Manoel Kobachuk email: manoelkobachuk@drbotica.com.br



Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: Shishi, o comilão

Espetáculo Infantil


Uma homenagem a cultura japonesa. Conta a saga de um samurai imbatível e honrado que seduzido pela ganância perde seus bens mais preciosos para o SHISHI, um leão monstruoso. Este espetáculo é resultado de um minucioso estudo sobre os costumes e vestuário do período Edo entre os séculos XVII e XIX, do Japão. As cenas se desenrolam com a narração no inspirada na técnica do "joruri", que utiliza uma interpretação pujante, como ocorre no Bunraku, Kuruma Ningyo e outras formas de teatro de bonecos.


Ficha Técnica


grupo Miyashiro Teatro de Bonecos

Curitiba – Paraná

Direção, texto e atuação: Jorge Miyashiro.

Narração: Jorge Miyashiro.

Confecção de Bonecos: Miyashiro Teatro de Bonecos.

Pintura: Luciana Aliberti Miyashiro.

Consultoria de materiais: Luiz André Cherubini (Grupo Sobrevento)

Contato: APRTB Jorge Miyashiro email: jorge.miyashiro@gmail.com

Dia 15 de julho Quarta-feira

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:11h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo:
QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO
Espetáculo Infantil

O Homem Palco, Turfan, com sua arte milenar de contação de histórias e seu teatro ambulante, desvenda a magia e o encantamento do mundo infantil. Com releituras dos contos dos irmãos Grimm (O Príncipe Sapo e Rapunzel), Turfan envolve as crianças em seu mundo mágico despertando a curiosidade, a criatividade e a comunicação!

Ficha técnica
Cia títeres de Kapotte
Curitiba - Paraná
Bonecos e manipulação: Tarcísio Meira
APRTB /Tarcísio Alencar email: tarcisio_alencarmeira@yahoo.com.br



Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo: Ópera de Carvão e Flor
teatro para crianças
Musical com bonecos de animação direta.
Acontece neste dia 31 de agosto, domingo, às 11 da manhã no Teatro Piá a estréia da peça “ópera de Carvão e Flor”, da Companhia Teatro Filhos da Lua. Neste espetáculo o grupo curitibano faz uma crítica ao trabalho infantil, através da historia de um menino carvoeiro, Zé Catulino e sua amiga vendedora de flores, Ana Esperança.
Buscando a reflexão sobre os direitos das crianças em sonhar e viver, esta nova produção é fruto da indignação frente à situação de trabalho forçado a que muitas crianças hoje estão condicionadas, no campo e nas cidades. Para abordar o tema, o grupo optou em fazer um musical, buscando um gênero integral de arte.
No processo de criação, iniciado em fevereiro deste ano, a companhia visitou e pesquisou projetos sociais como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o PETI.

Ficha técnica

Cia. Filhos da Lua
Curitiba – Paraná
Elenco: Maia, Manchinha, Candiê Marques e Renato Perré.
Direção e Dramaturgia: Renato Perré
Contato: APRTB Renato Perré email: renatoperre@gmail.com


Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário: 20h
Ingressos: R$ 5,00
Espetáculo:
OS ENCANTOS DE VAGALUME E BORBOLETA

O espetáculo faz uma releitura do imaginário popular brasileiro. Dois atores-brincantes, Tina de Souza (Maria Borboleta) e Luiz Reikdal (Zé Vagalume) acompanhados pelo violeiro Beto Collaço (Tião Besouro) e pelo percussionista Rodrigo Fonseca (Chico Minhoca) cantam, dançam e manipulam bonecos de luva, vara e boneco gigante envolvendo a platéia ludicamente como nas celebrações do povo brasileiro. Traz tesouros da nossa cultura popular com uma roupagem contemporânea, destinada a todas as idades.


Ficha Técnica


CompanhiaCia Sonora
Texto e Direção:
Paulo Afonso de Souza Castro
ElencoBetho Collaço, Luiz Reikdal, Re Tina de Souza
ClassificaçãoLivre

Contato: APRTB Tina de Souza tinasouza@pop.com.br e Luiz Reikdal luizreikdhal@gmail.com

Dia 16 de julho Quinta-Feira

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo: O Jacaré que comeu a Noite

Espetáculo Infantil




Baseado em uma lenda indígena sobre o nascimento do dia e da noite, e que conta a história de um jacaré que resolveu comer o dia e depois a noite, causando grande confusão entre os animais da floresta.


Ficha Técnica

Cia dos Ventos

S. José dos Pinhais - PR

Texto para Teatro de bonecos: Joelson Cruz

Bonecos: Tadica Veiga e Lucas Mattana

Cenários: Joelson Cruz e Tadica Veiga

Elenco: Gisele Henning, Lucas Mattana, Helena Veiga, Ali Freyer, e Thiago Bach

Técnica: Tadica Veiga (Luz e sonoplastia)

Vozes: Tadica Veiga, Joelson Cruz, Dody Sandmann, Jisele Pavoni.

Técnica: Luva Lionesa

Duração: 30 min

Idade: a partir de 3 anos.

Contato: APRTB Gisele Henning email: projetoobonecoeasociedade@gmail.com ou 3382.2087

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:20h
Ingressos: R$ 5,00



Espetáculo: "Zac e a Máquina do Tempo"

Zac é um garoto irrequieto e inteligente. Um dia, fugindo de um valentão, ele entra no laboratório do Professor, um grande pesquisador que acaba de criar sua maior invenção: a máquina do tempo! É claro que Zac, desastrado, liga a máquina e acaba indo para várias épocas no tempo, causando muita confusão. Espetáculo interpretado ao vivo com muita ação e texto inteligente que agrada tanto às crianças quanto aos adultos.


Ficha Técnica

Cia de Artifícios Teatrais

Curitiba - Paraná

Texto e atuação: Sergio Rezende Del Giorno

Técnicas: luvas (fantoche) e vara

Bonecos: Miyashiro Teatro de Bonecos

Pintura: Luciana Miyashiro


Contato: APRTB Sergio Rezende Del”Giorno email: sdelgiorno@yahoo.com



Dia 17 de Julho - Sexta-Feira

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo:

Zabelê,Caxinguelê e o romance perfumado



O texto conta a história de um casal apaixonado que vive seus encontros em baixo de um pé de laranjeira.

Caxinguelê é um marinheiro que viaja ao redor do mundo, Zabelê é uma moça romântica que sonha casar-se com seu amado, o casal faz planos e juras de amor, mas o pai da moça não quer saber de “enrolação” decide arranjar-lhe outros pretendentes então a história começa a esquentar e muita água vai rolar.O espetáculo é contado por dois personagens saltimbancos que levam para o público, sempre de forma bem humorada, suas histórias.

Cia FANTO KIDS

Maringá - Paraná

Elenco:

Rô Fagundes e Danilo Furlan.

Direção:

Sandro Maranho e Flávio Amado.

Confecção de bonecos:

Sandro Maranho.

Cenografia:

Rô Fagundes e Danilo Furlan.

Adaptação do texto:

Cia Fanto Kid’s.

Sonoplastia: Luara Fagundes Maranho e Iraquitan Fagundes Maranho.

Operador de Som:

Cairan Fagundes Maranho.

A técnica usada é luva, vara, marotes e teatro de sombra.

Duração: 45 minutos.

APRTB /

Contato: Sandro e Ro fantokids@hotmail.com

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:20h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: "Rajastani Circus"

O espetáculo "Rajasthani Circus" traz o mistério, beleza, exotismo e alegria desta parte tão fascinante da Índia: uma terra mágica que parece saída diretamente da Mil e Uma Noites. Palácios de Marajás, camelos nas ruas, céu estrelado e amanhecer esplendoroso.

O Rajastão é um sonho de infância.Com dançarinas, mágicos percussionistas, encantadores de serpentes e engolidoras de espadas, o espetáculo é interativo, despretensioso e divertido como sua terra natal.


Ficha Técnica:

Cia Alessandra Flores

Concepção e manipulação:Alessandra Flores,

Músicos: Angelo Esmanhoto no Sarod e Rodrigo Fonseca na Tabla

Técnica milenar Katputli marionetes tradicionais indianas.

Duração :40min

Classificação: Livre

Construção de bonecos:Mestres Indianos do Rajastão

Contato: APRTB Alessandra Flores - alecriar@yahoo.com.br


Dia 18 de Julho - Sábado

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:11h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo: Boi Buradirú

Vários aspectos da cultura brasileira compõem o espetáculo Boi Buradirú, as fitas, os santos, a mistura religiosa com influência africana, indígena e européia. Os tambores, os cordéis, os bordados... A Fé e a Festa que estão presentes, também, nas tradicionais celebrações de São João. O Auto do Bumba Meu Boi, o cerne de todo o folguedo, contado de maneira original e divertida.

De longe chega uma lavadeira... cantando cantigas de roda, aquelas que nossas mães e avós cantavam para nós... e que algumas mães ainda cantam para seus filhos... entre cravos e rosas os corações se aquecem, se emocionam e assim começa nossa história... Catirina, Nego Chico e o Caboclo de Fita...



Ficha Técnica

Linguagem Teatro de Bonecos e Dança
Classificação Livre
Duração 40 min.
Concepção, confecção de bonecos e atuação
Alessandra Flores
Direção Musical
Thayana Barbosa
Consultoria Cênica
Manoel Kobachuk
Figurino
Alessandra Flores e Thayana Barbosa
Confecção
Milho Guerreiro
Adereços
Edson Naindorf
Contato: APRTB Alessandra Flores alecriar@yahoo.com.br


Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: Compadre rico e Compadre pobre




História de Ricardo Azevedo
Espetáculo de Sombra
Cia karagozwk
Curitiba - Paraná
Contato: APRTB Marcelo Santos email: marcello@marcello.pro.br

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:20h
Ingressos: R$ 5,00

Espetáculo: Aventuras Possíveis
(espetáculo adulto)

Você já teve a sensação de sonhar acordado? Ou, ao contrário, sonhou com tantos detalhes que, por um instante, pensou estar acordado?
“Aventuras Possíveis” é sobre situações fantásticas que cruzam livremente o limite entre a “realidade” e o sonho.
Baseado nos contos “Homem que gritou em plena tarde” e “KersgatoiNula! KersgatoiNula!” o espetáculo é um mergulho no universo psicodélico de Inácio de Loyola Brandão, autor inspiração desse grupo de brincantes que é o Auto-Peças.
O Grupo Teatral Auto-Peças pesquisa a arte do teatro de bonecos, buscando nesta forma de expressão a arte de ser humano.

Ficha Técnica:
Grupo Teatral Auto-Peças
São José dos Pinhais - Paraná
Direção: Lucas Mattana
Elenco: Lucas Mattana, Gregório Bassani, Guto Scheremetta.
Bonecos: O Grupo
Técnica: Manipulação direta
Contato: APRTB Lucas Mattana email: lucas_mattana@hotmail.com

DIA 19 de Julho- Domingo

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:11h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: A Cigarra e a Formiga


Livre adaptação da fábula de Esopo contada há milênios. Cada um dos seres vivem alegremente com o seu papel na natureza, a Formiga, a Lagarta, o Grilo, o Vaga-lume, a Abelha, a Borboleta e a Cigarra. Quando é chegado o inverno, a Cigarra pede abrigo a Formiga, que nega. A moral da história é questionada por um dos atores, que resolve mudar o destino da Cigarra mostrando o seu real valor na natureza.

Cia Ti Biri Bão Teatro de Bonecos

Direção e Concepção de Bonecos: Ivan Araújo

Elenco: Eduardo Schotten e Ivan Araújo

Produção: Eduardo Schotten

APRTB

Contato: Eduardo Schotten (41)9623-6796

Local: Teatro Guaíra - Auditório Glauco Flores de Sá Britto
Horário:16h
Ingressos: R$ 5,00


Espetáculo: Trem de Ninguém


O Trem de Ninguém não quer sair do lugar e a solução está difícil de achar. Nas diversas cenas com canções, surpresas, suspense e muitas brincadeiras, o espetáculo propõe formas de criar, entender a realidade e refletir a situação em que se vive, buscando soluções. Maquinista, foguista, cantor, bailarinos, frutas, convidam a rir e sonhar, tentando encontrar saída para seus problemas.

Ficha Técnica

Grupo Simplesmente Suspiro

Elenco: Bernardo Grillo e Jorge Miyashiro

Duração : 45 minutos

Contato:

APRTB Olga Romero email olgamerengue@yahoo.com.b







Programação do Festival na Biblioteca Pública do Paraná

Todos os espetáculos são gratuitos, confira:

Dia 13 de julho
10h E 15h O CARROÇÃO DE HISTÓRIAS
CIA CALÇADA DI VERSO

Dia 14 de julho
10h e 15h
Espetáculo: MARIA DAS CORES Grupo Merengue

dia 15 de julho
10h e 15h Espetáculo: MENESTREL CONTADOR Cia Karagozwk

Dia 16 de julho
10h e 15h QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO Cia Títeres de Kapotte

Dia 17 de julho
10h e 15h TEREZINHA UMA HISTÓRIA DE AMOR E PERIGO Cia Filhos da Lua

Dias 15, 16 E 17 de julho
15 ÀS 17h OFICINA DE CONFECÇÃO DE BONECOS
BONECOS DE TODAS ESPECIES SERÃO UTILIZADOS EM PEQUENAS HISTÓRIAS A SEREM TRABALHADAS POR PEQUENOS GRUPOS. A IDÉIA É APRENDER A UTILIZAR O BRINQUEDO(OBONECO) NAS BRINCADEIRAS(PEQUENOS ESPETÁCULOS). TRABALHAREMOS A CONTAÇÃO ANIMADA E PEQUENOS ESPETÁCULOS DE TEATRO DE BONECOS Nº DE PARTICIPANTES MÁXIMO 12 PESSOAS
FAIXA ETÁRIA 12 ANOS acima
MATERIAL : PANO PRETO, ARAME, FITA CREPE, SOM E LUZ

12 A 31 de julho

Exposição de bonecos - Criador e Criatura

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL NO TEATRO CLEON JACQUES

PROGRAMAÇÃO NO CLEON JACQUES

No mês de Julho o Teatro Cleon Jacques apresenta uma programação especial com vários grupos convidados.
Esta programação integra o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos/2009
Confira:
Todos os domingos as 16 h
No Teatro cleon Jaques
Ingressos: R$ 5,00 (único)
Bônus família- R$ 12,00 para 04 pessoas

12 de julho
16 h O Boi Buradirú
espetáculo solo de Alessandra Flores
Cantigas de roda e folguedos da infância brasileira

17 de Julho
15h às 18h
Oficina Viva o Teatro de Bonecos
workshop com a bonequeiro Renato Perré

19 de Julho
16 h Ópera de Carvão e Flor
Cia. Teatro Filhos da Lua
Musical com bonecos que fala sobre o valor da amizade e a luta contra o trabalho infantil

I CIRCUTO DE TEATRO DE BONECOS


Realização

Teatro de Bonecos Dr. Botica e Cia. Manoel Kobachuk

Festas de abertura

04/07 – 11h – Boca Maldita

Desfile na Rua das Flores com Dragão Gigante, Banda de Palhaços, desfile de bonecos.

05/07 – 16h – Teatro de Bonecos Dr. Botica

Festa de abertura com chuva de balões, banda de palhaços e Dragão Gigante

12/07 – 13h – Ruínas de São Francisco

Espetáculo “Menino, Vou Te Contá!”

19/07 – 16h – Teatro de Bonecos Dr. Botica

Festa com banda de palhaços e Dragão Gigante

TEATRO DE BONECOS DR. BOTICA

PROGRAMAÇÃOINFANTIL

De Terças a domingos às 15h e 17h

Ingressos R$ 14,00 R$ 7,00 (meia)

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

Dias 04 e 05/07

ENCANTA BRASIL

Cia. Manoel Kobachuk

De Manoel Kobachuk

Com Alejandro Dominguez, Cláudio Miiller, Paulinho de Jesus e Roberto Venícius.

Os encantos dos cantos de nosso país, de nossa gente, de nossa cultura. O encanto que ganha vida pelas mãos dos bonequeiros e invade os palcos, para colocar o sorriso no rosto de cada espectador. Como é bom embarcar nesse mundo de fantasias do teatro de bonecos, onde cada personagem, conduzido por fios ou projetados em sombras, encanta e faz sonhar.

O PATINHO FEIO

Dias 07 e 08/07

Cláudio Miiller Produções

Com Cláudio Miiller e Luíz Reikdal

Livre adaptação, conta a história de uma pequena ave, cuja feiúra provoca o desprezo dos animais do lugar onde nasceu. Um dos clássicos mais admirados da literatura universal, com uma trama que seduz, encanta e nos remete à solidariedade e respeito às diferenças.

A BELA ADORMECIDA DO BOSQUE

Dias 09 e 10/07

Rasgateatro Cia. de Atores e Bonecos

Com Alyne Rocha, Élcio Di Trento e Simone Kobachuk

A Bela Adormecida no Bosque é um espetáculo com atores e marionetes de vara na cabeça. A trama revela suspense e comédia a cada situação. O tradicional conto de fadas apresentado de forma lúdica e interativa. Um espetáculo indicado para toda a família. Entre neste mundo de pura emoção.

O SÍTIO DOS OBJETOS

Dias 11 e 12/07

MB Teatro de Formas Animadas – São Paulo

Criação e Interpretação: Mariza Basso

Luvas, garfos, espremedores de frutas, escorredores de arroz e outros utensílios domésticos transformam-se em divertidos personagens rurais. A galinha, a vaca, o pato, o pavão, o porcos e outros animais desfilam cômicas situações. Flashes fotográficos retratam fortes relâmpagos, travesseiros manipulados fazem a dança das nuvens anunciando o temporal que fará brotar o encantado Sítio dos Objetos.

O MÁGICO DE OZ

Dias 14 e 15/07

Fio Mágico Cia. de Teatro

Com Roberto Venícius e Bernardo Kobachuk

Dorothy vive com seus tios. Um certo dia um ciclone leva sua casa para o maravilhoso mundo de Oz. Lá encontra o Espantalho sem cérebro, o Lenhador de Lata, o Leão Covarde e até a bruxa malvada. Os quatro amigos partem numa fantástica aventura a procura do Grande Mágico de Oz, que ajudará Dorothy a voltar para casa.

TRAQUINAGENS

Dias 16 e 17/07

DeVítimaRéu Cia. De Bonecos

Criação e Interpretação: Alejandro Dominguez

Um boneco no seu cotidiano, às voltas com um Rato que não o deixa em paz. Sempre está envolvido em alguma trapaça promovida pelo Rato. Um espetáculo para todas as idades que prima pelo puro jogo titiretesco.

FIOS MÁGICOS

Dias 18 e 19/07

Gabriel Bezerra Marionetes – Rio de Janeiro

Criação e Interpretação: Gabriel Bezerra

Um show de marionetes vibrante e descontraído. Com números de dança e música, os personagens ganham vida através de vigorosa manipulação. O artista brinca, se comunica, seduz, trazendo ao espectador a magia dos bonecos manipulados por fios.

AS AVENTURAS DE TITO E SEU CÃOZINHO

Dias 21 e 22/07

Cia. Artymus

De Bernardo Kobachuk

Com Bernardo Kobachuk e Roberto Venícius

As divertidas e poéticas aventuras do menino Tito e seu cãozinho no dia a dia, contadas através de bonecos de luva.

IT

Dias 23 e 24/07

Cia. Ânima deTeatro e Performance

Roteiro e Direção: Susan Lopes

Com Susan Lopes e Letícia Ravanini

Em linguagem não verbal, mas vibrante de sons e sentidos, o espetáculo resulta da interação entre vários elementos simbólicos que vão tornando as cenas fluídas, de forma sutil e lúdica. A ênfase é dada nos processos, explosões e descobertas interiores. De classificação livre, o espetáculo atinge crianças e adultos de forma diferenciada.

SURPRESA

Dias 25 e 26/07

Direção de Manoel Kobachuk

Com Manoel Kobachuk e Neiva Figueiredo

O ato de surpreender-se com a abertura das caixas e a sensação de um prazer inesperado, imprevisto, constituem a essência do espetáculo.

ÓPERA DE CARVÃO E FLOR

Dias 1º e 02/08

Teatro Filhos da Lua

De Renato Perré

O espetáculo faz uma crítica ao trabalho infantil. Buscando a reflexão sobre os direitos das crianças em sonhar e viver, esta nova produção é fruto da indignação frente à situação de trabalho forçado a que muitas crianças hoje estão condicionadas, no campo e nas cidades. Para abordar o tema, o grupo optou em fazer um musical, buscando um gênero integral de arte, com musica ao vivo, bonecos em diversas técnicas, mascaras e atores cantores.

PROGRAMAÇÃO PARA ADULTOS

Sextas, sábados e domingos às 20h

ENCANTA BRASIL

Apresentação especial dia 03

FIO

04 e 05/07

Fio Teatro de Marionetes

Criação e Interpretação: Paulinho de Jesus

Nem Mocinhos, Nem Bandidos...

Fio é um espetáculo tecido com pequenas cenas. Um sapateador que vaga pela noite, um catador de papéis e histórias, um músico popular, um simples transeunte. Nenhum herói. Nem mocinhos, nem bandidos. Os personagens são pessoas comuns, anônimas ou quase, que vagam pelas ruas. São cenas prosaicas da cidade, às quais o marionete empresta uma roupagem delicada e poética.

COMPADRE RICO E COMPADRO POBRE

10, 11 e 12/07

Cia. Karagowsk Teatro de Sombras

De Ricardo Azevedo

Com Marcello Santos

No estilo da linguagem popular, Ricardo Azevedo traça com maestria esta história do interior do Brasil, rica em sabedoria popular e que mostra a esperteza do povo brasileiro, contando a história de dois vizinhos, amigos e muito pobres, que fizeram um acordo.

EU, JOANA

Dias 17, 18 e 19/07

Cia. Manoel Kobachuk

De Jô Martinez

Direção de Manoel Kobachuk

Com Bernardo Kobachuk e Luiz Reikdal

O espetáculo “Eu, Joana” foi construído sobre três pilares distintos: a vida de Joana D’Arc, a figura mitológica das Parcas, divindades greco-romanas do destino, e o universo feminino. A partir do jogo entre esses temas, a história surge não como material rigorosamente biográfico, mas como uma leitura poética.

TAINAHAKÃ – A ESTRELA VÉSPER

Dias 24, 25 e 26/07

De Marilda Chautard

Direção de Manoel Kobachuk

Com Alejandro Dominguez, Bernardo Kobachuk, Gil Gabriel e Neiva Figueiredo

Iluminação de Luiz Nobre

Prêmio Gralha Azul/2001, o espetáculo traz o universo Carajá para o palco. Suas lendas e mitos perpetuam o amor e o respeito pela natureza e pelos seres vivos.

NAU – UM POEMA CÊNICO

Dias 31/07, 1º e 02/08

Cia. Teatro Filhos da Lua

Nau – Um Poema Cênico é um espetáculo baseado no ciclo das grandes navegações/ conquista das Américas, organizadas pela necessidade de expansão econômica da Europa dos séculos XV e XVI. A obra inclui a história contemporânea e tem por fio condutor a poesia, o humor e a sátira política.

CIRCUITO

PAI DO MATO

Cia. Manoel Kobachuk

Criaçao e Direção de Manoel Kobachuk

Com Pedro Kobachuk e Rafael Loureiro

Pai do Mato é o espetáculo que ludicamente explora conteúdos ambientalistas importantes. Foi desenvolvido inspirado na figura fascinante do Curupira (ou Caipora ou Caapora), figura do folclore brasileiro, protege a floresta e os animais e espanta os caçadores que não respeitam as leis da natureza.

LAPA - 12/07

Theatro São João

Às 15h e 17h

Ingressos: R$ 2,00

CAMPO LARGO - 19/07

Casa da Cultura

Às 15h e 17h

Entrada franca

COLOMBO – 26/07

Auditório Regional Maracanã – Park Shopping Colombo

Às 15h e 17h

Entrada franca

CAMPINA GRANDE DO SUL – 02/08

Teatro Municipal José Carlos Zanlorenzi

Às 15h e 17h

Ingressos: R$ 2,00

CURTO CIRCUITO

Apresentações relâmpago nas ruas da cidade e em frente ao Teatro de Bonecos Dr. Botica.

JANELA DOTEATRO

Apresentações especiais na Janela do Teatro de Bonecos Dr. Botica de terças a domingos às 15h, 17h e 20h.

Serviço

TEATRO DE BONECOS DR. BOTICA

Av. Sete de Setembro, 2775 – Shopping Estação

41 3322-2775 / 3233-5722

drbotica@drbotica.com.br

www.teatrodebonecosdrbotica.com.br

www.ciakobachuk.com.br